O checo Radek Stepanek é um caso de longevidade no ténis. Aos 37 anos, o checo acredita que tem condições para continuar a jogar durante mais três ou quatro anos.
“Gostaria de ensinar e transmitir aos outros os conhecimentos de ténis que fui adquirindo durante todo este tempo, mas não posso dizer que dentro de três ou quatro anos gostaria de ser treinador, porque quero continuar no circuito mais uns anos”, salientou o antigo número 8 do Mundo, em entrevista ao Planeta Tenis, programa de rádio da RadioMarca Barcelona (todos os sábados a partir das 11h).
Conhecedor do circuito como poucos (já lá vão 20 anos como profissional de ténis), Stepanek augura grande futuro para os tenistas desta nova geração. “Atualmente encontramos três gerações nos balneários. Conheço muito bem todos os jogadores e agora parece muito difícil destituir o Rafa, Roger e Andy… e especialmente o Djokovic nos últimos anos”, observou o checo, que acrescentou: “Creio que a nova geração de jogadores, entre os quais Zverev ou Kyrgios, pode conseguir grandes feitos. Eles têm muito potencial e, certamente, vão dar que falar no futuro”.
Com dois títulos de pares do Grand Slam no currículo, aos quais se juntam cinco troféus ATP e duas “saladeiras”, Radek Stepanek é um tenista “orgulhoso” do que já conquistou. “Definitivamente estou muito orgulhoso do que consegui alcançar. Os dois troféus da Taça Davis são os melhores títulos da minha carreira. Na verdade, tudo o que ganhei é fruto do trabalho duro, do apoio da minha família e de todos os que me ajudaram a chegar onde cheguei”, sublinhou.
Atualmente no modesto 158.º posto da hierarquia mundial, Stepanek revelou o segredo que lhe permite estar bem fisicamente aos 37 anos de idade. “É uma questão de sacrifício. É necessário ser-se muito disciplinado e estar na disposição de trabalhar muito. Dias de treino, recuperação pós-jogo… há que ter em conta todos os fatores e isso ajuda a prolongar a carreira”, frisou.