“Escolho esta fotografia porque a criança que há em mim só quer jogar ténis e competir. Sinto muita falta disso e daria tudo para poder estar de volta ao court. Até estes últimos meses não tinha percebido o quanto gosto deste desporto.”
A mensagem foi publicada por Andy Murray a 2 de janeiro de 2018, dia em que o britânico anunciava ao mundo a desistência dos torneios que se aproximavam, a operação à anca e a consequente longa pausa que enfrentava. Entretanto voltou — disputou seis torneios — e subiu centenas de lugares no ranking: de 839.º para 256.º.
Tem ainda um longo caminho pela frente (um no qual poderá recorrer ao ranking protegido para entrar em vários torneios) mas o mais importante está ultrapassado: “Ainda tenho algumas dores mas preciso de jogar alguns encontros para ver como me sinto depois de jogar três, quatro, cinco encontros consecutivos. Quando viajei para Brisbane há um ano foi difícil, tive muitas dores e dificuldades. Desta vez estou definitivamente melhor”, revelou ao The Courier Mail à chegada ao aeroporto de Brisbane.
Andy Murray não vai ser cabeça de série no Brisbane International, um dos primeiros torneios oficiais da temporada (começa no dia 31 de dezembro) e nem o registo invicto (foi campeão em 2012 e 2013, os últimos anos em que participou no evento) o faz definir objetivos maiores do que aqueles que tem de ter nesta fase. “Para já, quero ultrapassar os torneios e sentir que estou pronto a competir sem ser restringido pela minha anca.”
Em 2018, Andy Murray disputou apenas seis torneios (o ATP 500 de Queen’s, o ATP 250 de Eastbourne, o ATP 500 de Washington, o Masters 1000 de Cincinnati, o US Open e o ATP 250 de Shenzhen), optando por saltar as restantes etapas do circuito para dar o devido descanso a uma anca ainda em recuperação.