Novak Djokovic vs. Andy Murray. Dois Masters 1000, a mesma final. Uma semana depois da vitória do sérvio em Madrid, foi o britânico quem se impôs (6-3 e 6-3) na terra batida de Roma para levar a melhor no último ‘grande torneio’ antes do começo de Roland Garros e ter (mais) uma palavra a dizer na corrida ao título no Major francês.
Num dia sim para o número dois, o número um (que apesar da derrota em pouco ou nada vê manchado o seu estatuto de líder indiscutível do ranking) não conseguiu praticar o seu melhor ténis. Se resistiu ao grande duelo com Rafael Nadal e recuperou de forma exemplar para bater Kei Nishikori, na final Djokovic não se adaptou às condições adversas, refilou com o árbitro de cadeira durante longos minutos (exigia uma paragem no jogo para se secar o campo e, sobretudo, as linhas, mas do lado do árbitro não chegou sinal de concordância) e viu Murray fugir com o resultado.
Em grande parte, porque o britânico tinha a lição estudada e sabia que tinha de lutar mais nos momentos decisivos para causar mais danos nos encontros decisivos. Foi o próprio quem o admitiu, depois de perder a final de há uma semana, e corrigiu-se a tempo de, este domingo, celebrar… Em dia de aniversário. Ao soprar das velas, o britânico adicionou uma receita de jogos de serviço ao seu melhor nível para dar poucas ou nenhumas hipóteses a um especialista na resposta e estrear-se a vencer encontros no seu dia de anos. Talvez mais marcante do que isso: é o seu primeiro título enquanto ‘papá’ da pequena Sophia Olivia.
Às meias-finais em Monte Carlo e ao vice-campeonato em Madrid (onde falhou a defesa do título), Andy Murray junta a primeira vitória sobre Djokovic em terra batida e o inédito título em Roma, que lhe dá ainda mais força e argumentos na corrida ao título de campeão de Roland Garros.
Com o triunfo, o britânico de 29 anos sobe ao quarto lugar da lista de tenistas com mais troféus (12) em torneios ATP Masters 1000, à frente de Pete Sampras (11) e atrás de Andre Agassi (17). No sentido contrário, liderança do sérvio (29, contra os 28 de Nadal) não aumentou, mas está assegurada até pelo menos o mês de julho, quando arrancar a Rogers Cup, no Canadá.