Brayden Schnur, o canadiano com gripe e 0 vitórias em ATPs que já está na final em Nova Iorque

Brayden Schnur
Fotografia: New York Open

Primeiro Juan Ignacio Londero, em Córdoba, agora Brayden Schnur, em Nova Iorque. Pela segunda semana consecutiva, um jogador sem experiência ao mais alto nível conseguiu surpreender tudo e todos e transformar um registo de zero vitórias numa caminhada até à final de um torneio ATP.

Mas quem é, afinal, Brayden Schnur?

Aos 23 anos, o jovem canadiano pouco ou nada se tinha dado a apresentar ao grande público até agora. É o número 154 do ranking (um máximo de carreira alcançado precisamente na última segunda-feira) e o seu currículo faz-se, sobretudo, de encontros no circuito secundário, mas nem aí conta com qualquer título — apesar de já este ano ter chegado à final do forte Challenger de Newport, onde só foi travado por Taylor Fritz (então 50.º ATP).

Brayden Schnur viajou para a “cidade que nunca dorme” para disputar a fase de qualificação do New York Open (ATP 250) e depressa se deu bem no prestigiado Madison Square Guarden, ao vencer os dois encontros em parciais diretos para ganhar direito a disputar o quadro principal.

O resto é história — literalmente. Quis o destino que na primeira eliminatória se encontrasse com o compatriota Jack Mingjie Lin (que tinha recebido um wild card) e foi por isso entre canadianos que celebrou a primeira vitória (6-1 e 6-3) da carreira no circuito ATP. Depois, chegou o primeiro triunfo sobre um tenista do top 50 mundial (eliminou o terceiro cabeça de série, Steve Johnson, por 6-4, 4-6 e 7-6[4]).

Desde aí, mais duas vitórias: 6-7(7), 7-6(5) e 7-5 perante Paolo Lorenzi e, já esta sexta-feira, 7-6(7), 4-6 e 6-3 frente ao sexto pré-designado Sam Querrey. Longas distâncias, já se percebeu, são com ele e assim se conta a história da chegada à primeira segunda ronda, aos primeiros quartos de final, meias-finais e agora final.

As vitórias, essas, tem-nas celebrado ao telefone: nem os pais nem o treinador viajaram com ele para aquela que teria tudo para ser “apenas” mais uma semana na vida de quem ainda dá os primeiros passos ao mais alto nível. Mas o ténis — e o desporto — tem destas coisas.

Agora, Brayden Schnur quer repetir o feito de Juan Ignacio Londero. O argentino brilhou ao somar as primeiras vitórias da carreira em torneios ATP para se sagrar campeão do ATP 250 de Córdoba, há uma semana, e apesar de não estar propriamente em casa o canadiano já só está a um passo de distância de cumprir esse sonho. Segue-se mais um jogador norte-americano: ou John Isner ou Reilly Opelka.

E se depois de tudo isto ainda lhe dissermos que Brayden Schnur tem estado engripado…

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