Aqui estamos, em Paris, no segundo torneio do Grand Slam do ano. O sorteio ditou que o João se encontrasse outra vez com o sérvio Novak Djokovic, tal como já tinha acontecido no ano passado em Nova Iorque, na terceira ronda.
Desta vez já tínhamos mais informação, visto que já se tinham defrontado e o João já tinha sentido a sua velocidade de bola e forma como se posiciona no campo. Aproveitámos para ver alguns vídeos – um trabalho que o João optou por fazer para ver como os jogadores de topo defrontavam o Novak, assim como ele próprio em Nova Iorque, para no momento do jogo estar mais preparado e ter mais soluções.
Em relação ao encontro, o João entrou muito bem, sem complexos e com a táctica bem definida, mas só nos resta dar os parabéns ao Novak, que é sem dúvida um grande jogador a nível físico e que roça a perfeição tacticamente: varia muito bem o jogo, não deixa que o adversário esteja bem colocado uma única vez e isso faz com que se instaurem muitas dúvidas.
O Djokovic também falha, todos são humanos e ninguém é perfeito, mas a diferença baseia-se na sensação de impotência que faz com que o adversário fique. O campo fica bem mais pequeno já que ele chega a muitas das bolas a que outros não chegam e anula muito bem os ataques dos adversários, as oportunidades para se atacar ou fazer moça são muito poucas. A margem de erro é mínima com estes jogadores.
No terceiro set, o João já conseguiu adaptar-se mais ao seu jogo e acabou a jogar mais tu-para-tu [frente a frente]. Ainda falta percorrer um longo caminho para um dia poder estar no mesmo patamar que os primeiros cinco do ranking: uma melhor condição física, maior confiança e passar mais vezes por estes campos grandes, assim como passar por este tipo de anos em que as coisas não saem tão facilmente são a chave para poder madurar e estar à altura do top5.
Frederico Marques
