Montreal, Quebec, Canadá. Fevereiro de 1994. Nascia Eugenie Bouchard, hoje uma jovem de vinte anos que garantiu pela primeira vez na história do ténis canadiano a presença de um representante na final de um torneio do Grand Slam.Mas antes de se tornar na única jogadora da época a atingir as meias-finais dos dois primeiros Majors do ano e de se estrear em títulos no circuito profissional, ‘Genie’, como é conhecida, era uma rapariga apenas popular no seu país, onde inclusive passou pelo papel de ‘menina da meteorologia’.
Não sabe do que estamos a falar? Depois da temporada de 2013 (a sua primeira época completa no circuito profissional e na qual disputou, inclusive, uma final) e da sempre exigente Asian Swing, a jovem canadiana regressou a casa e aceitou o convite da CTV Montreal. Vestido o papel de apresentadora, Bouchard foi ainda mais longe e apresentou o habitual ‘Weather Forecast’.
Menos de um ano civil depois, a agora melhor tenista canadiana de todos os tempos saboreia a vitória sobre Simona Halep que lhe permite tornar-se na primeira atleta do seu país a aceder a uma final de um torneio Major – com o ‘bónus’ de não ter cedido qualquer set. Mas não revela qualquer tipo de surpresa de maior: “Não é surpreendente para mim porque trabalho muito todos os dias para conseguir excelentes resultados. É mais um passo na boa direção – posso jogar a final e ainda tenho um jogo para fazer portanto o meu trabalho ainda não está totalmente feito.”
A tenra idade não é, então, um obstáculo para que Bouchard tenha os pés assentes na relva e saiba o que quer atingir: com vinte anos, vem das meias-finais no Australian Open, em Roland Garros, do seu primeiro título profissional (em Nuremberga) e chega agora à sua primeira meia-final, dois anos após conquistar o título de juniores no All England Club.
“Estou contente por atingir a minha primeira final num Grand Slam, é entusiasmante e é aquilo para que tenho trabalhado”, assume, e continua, confiante e consciente da sua missão – apesar de apenas disputar o seu sexto quadro profissional em Majors: “Acho que é muito importante não pensarmos demasiado no que está para lá do próximo desafio.”
Sempre acompanhada de Jim Parsons, protagonista da série The Big Bang Theory com o papel de Sheldon Cooper, Bouchard mostra-se muito satisfeita por continuar a escrever uma página importante do ténis canadiano: “É sempre entusiasmante e especial quando o posso fazer.”
A separá-la do tão desejado triunfo estará, então, a checa Petra Kvitova, campeã de 2011 e que hoje deixou pelo caminho a sua compatriota, Lucie Safarova. Bouchard reconhece o valor da adversária: “Vai ser o encontro mais complicado até agora, estou ansiosa. Sei que ela gosta da relva e tem algumas armas boas portanto estarei pronta para elas e vou tentar impor as minhas próprias pancadas contra ela e lutar pelo resultado.”
Sábado, dia 5 de julho, tudo será desvendado. Não perca o capítulo final desta tão bonita edição de Wimbledon.