Não é tão frequente ver-se mulheres a treinar jogadores(as) nos circuitos profissionais e talvez seja por isso que a decisão de Andy Murray em nomear Amélie Mauresmo para sua técnica na presente temporada tenha sido bastante comentada por muitos. No entanto, e ultrapassadas as barreiras colocadas pelos media e a incerteza que se instaurou, a ex-tenista francesa e o jogador britânico parecem entender-se muito bem. As últimas declarações, partilhadas numa entrevista de Tom Perrota para o Wall Street Journal, reforçam isso mesmo.
“Gostamos de falar”, começa por revelar a ex-número um mundial e vencedora do Australian Open e de Wimbledon em 2006, após uma sessão de treinos no Louis Armstrong Stadium, em Flushing Meadows. “Gostamos de chegar à parte psicológica do desporto — à parte pessoal, ao momento, a tudo; aos pequenos detalhes na cabeça, no jogo, pequenos momentos do jogo, como abordar uma final de um torneio do Grand Slam.”
Se a boa relação entre ambos é evidente, a verdade é que Andy e Amélie não se conheciam antes de começarem a trabalhar juntos. É a francesa quem o revela: “Praticamente não conhecia o Andy antes de ele me enviar uma mensagem [pouco antes de Roland Garros, quando acordaram uma fase de testes para a temporada de relva].”
E enquanto Andy Murray se mostra impressionado com a firmeza da agora sua técnica, Mauresmo revela ser necessário “encontrar o aspecto que faz o ‘click’ do outro lado”, e explica: “Às vezes não é muito, é apenas um conjunto de conversas ou um encontro no qual ele recupera. Nunca sabemos ao certo mas estamos a tentar descobrir.”
Na próxima semana, a dupla enfrenta o seu segundo Major. Para Murray, este é, também, um palco muito especial, dado ter sido precisamente em Nova Iorque que, no ano de 2012, se estreou a vencer torneios do Grand Slam.