Programa ideal: noite de ténis e courts exteriores

Não há melhor que os chamados courts exteriores. É impossível. Sim, a atmosfera do Artur Ashe Stadium quando completamente lotado é intimidante e sim, as sessões noturnas no Australian Open deixam qualquer um arrepiado, mas é nos courts exteriores que, durante os primeiros dias de cada Major, se testemunham dos maiores (e mais inesperados) espectáculos de cada torneio.

Com uma, duas, quatro bancadas, os campos mais pequenos ‘roubam’ espaço aos protagonistas e forçam-nos a jogar mais dentro das linhas. O adversário está mais perto, o público também. Nem os microfones escapam ao encurtamento da distância. Tudo ganha uma outra dimensão nestes encontros. O espectador, mesmo que através da televisão, apropria-se das propriedades do duelo; entra no mesmo como se no palco estivesse.

Assim como um encontro dos acima mencionados, também uma longa noite dedicada ao ténis merece preparativos. Desde tarefas feitas a horas para que o horário fique livre a artigos escritos de acordo com deadlines, gosto de poder aproveitar uma longa sessão de ténis sem mais nada para fazer que não isso: ténis. E assim foi. Com o Eurosport Player e o Twitter abertos, estava pronto para mais uma longa jornada.

O que eu não esperava, nem por sombras, era que o encontro entre Monica Puig e Andrea Petkovic se tornasse numa autêntica batalha – a mais entusiasmante do torneio até ao momento. Não depois da porto-riquenha dominar o primeiro parcial. Mas ainda bem que assim foi.

De um momento para o outro, a germânica transformou-se. Vestiu a armadura que lhe é característica e foi a jogo, lutou pela reviravolta. Para bem do espectáculo, Puig seguiu-lhe o exemplo e assim, de um lado ao outro do court com poucas paragens, começava a construir-se o melhor duelo do quarto e último Major da temporada até ao momento.

Os ténis de ambas as jogadoras deixavam as tão características marcas no chão, acompanhadas pelo igualmente típico barulho; os espectadores levantavam-se, soltavam (também eles) gritos de guerra e aplaudiam; os tweets aumentavam pelo mundo fora. Ninguém conseguia resistir a acompanhar o encontro. Eu, acompanhava cada vez mais euforicamente a partida e via crescer duas grandes jogadoras. Crescer, crescer, até ao inevitável tie-break. Onde ambas deixaram tudo o que tinham.

A vencedora? Andrea Petkovic, mas para a história, para recordação desta noite, mais do que isso, fica o embate.

 

Total
0
Shares
Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Total
0
Share
Vista geral sobre privacidade

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência de navegação. As informações são guardadas no seu browser e permitem reconhecer o seu regresso ao website, bem como ajudar a nossa equipa a perceber que secções acha mais úteis e interessantes.