Palco francês, coberto e com um tenista da casa em acção. O resultado só poderia ser um ambiente frenético e de muito apoio a Paul-Henri Mathieu, mas nem por isso João Sousa se sentiu intimidado e deixou de apresentar algum do seu melhor ténis. Com mais uma recuperação digna da sua carreira e em particular dos últimos anos, o português garantiu o apuramento para as suas terceiras meias-finais da época, quintas da carreira. Desta feita, no ATP 250 de Metz.
Numa semana de grande importância para o estatuto atual que tem na hierarquia ATP, dado ter a defender os pontos das meias-finais conquistados há um ano em São Petersburgo, o número um nacional (#39 mundial) volta a mostrar-se muito sólido e somou hoje uma nova vitória em três parciais, recuperando de forma exemplar para derrotar Paul-Henri Mathieu por 3-6 6-3 7-6(4) no último encontro do dia.
Se na fase inicial do embate foi o ex-número 12 mundial — a participar na prova por intermédio de um wildcard — quem entrou mais forte e à procura de winners, Sousa conseguiu equilibrar a contenda com o avançar do relógio e rapidamente se colocou em posição de discutir o desfecho com o tenista gaulês. No entanto, seria mesmo o favorito local o primeiro a quebrar no parcial decisivo e foi preciso batalhar muito para salvar quatro(!) match-points e adiar a decisão para o tiebreak, onde o pupilo de Frederico Marques fez jus à alcunha de ‘guerreiro’.
Sousa, sexto cabeça de série, venceu 98 pontos dos que foram disputados, mais 9 do que o seu adversário, tendo ambos registado três quebras de serviço; Na pancada mais importante do jogo também o português foi melhor, ao colocar 67% das primeiras bolas (Mathieu 62%) e vencer 72% dos pontos nelas disputados (Mathieu 70%).
Nas meias-finais de amanhã, o melhor tenista português de todos os tempos terá pela frente mais um tenista da casa, desta feita Gael ‘La Monf’ Monfils — segundo cabeça de série, que hoje venceu Jerzy Janowicz em parciais diretos. Em jogo está um lugar na final de mais um torneio ATP, que a confirmar-se seria a terceira de Sousa (depois do título em Kuala Lumpur’13 e do vice-campeonato em Bastad’14).