Em After the quake, Haruki Murakami desenvolve o seu romance à volta do terramoto de Kobe. Hoje, o seu compatriota Kei Nishikori alinhou mais uma exibição notável e foi responsável por um autêntico êxtase no Ariake Colosseum. Se bem que distintos, os efeitos pareceram, por instantes, semelhantes, e no final o jovem japonês caiu, exausto e em lágrimas de emoção, no court para celebrar. A aventura do pequeno grande herói continua a ser escrita.
Idolatrado por muitos, Kei fez esgotar todas as sessões em que participou e escreveu mais uma caminhada de sucesso no Rakuten Japan Open Tennis Championships, onde há exatamente dois anos já havia vencido Milos Raonic na grande final. Desde aí, defrontaram-se três vezes (todas elas na presente temporada) e o nipónico levou a melhor em duas ocasiões, auxiliado pela sua rápida movimentação em court e antecipação de pancadas. Hoje, não fugiu à regra e, após três longos e muito bem disputados parciais, pode cair no campo para festejar. 7-6(5) 4-6 6-4 foram os parciais.
Vindo do vice-campeonato no US Open e do título em Kuala Lumpur, onde se sucedeu a João Sousa na lista de campeões, o atleta de vinte e quatro anos natural de Shimane e residente na Flórida, onde desde cedo treina na Academia IMG, tinha em cima das suas pernas um incrível desgaste físico mas conseguiu resistir às quase duas horas de jogo para ‘fazer a delícia’ dos espectadores presentes.
Com o triunfo de hoje, Nishikori conquista o sétimo título da sua carreira, quarto da temporada (já havia vencido em Memphis, Barcelona e Kuala Lumpur), mas, talvez mais importante do que isso neste momento, dá um passo importante para garantir já na próxima semana o apuramento para o ATP World Tour Finals, em Londres. Neste momento, e com Stan Wawrinka não oficial mas virtualmente apurado, Nishikori é o melhor atleta posicionado para garantir presença na prova.