É com entusiasmo que Andy Murray encara nova participação no ATP World Tour Finals perante os seus compatriotas, na O2 Arena de Londres, e aborda os últimos meses no circuito. Em entrevista à Reuters, o tenista britânico fala ainda da sua renovada equipa técnica.
“Depois de um tempo em que desci no ranking e não consegui vencer qualquer torneio, as últimas semanas foram muito boas para mim”, começou por confessar Murray, campeão de Shenzhen, Viena e Valência desde que abandonou o US Open e Nova Iorque.
A forma como venceu as finais, adianta ainda, “também é muito importante: salvei cinco match points em duas delas [Shenzhen e Valência, sempre contra Robredo] e o Ferrer serviu para o título em Viena. Foram jogos difíceis pelo que foi muito bom vencer”.
De regresso a Londres — em 2013 falhou a prova devido a lesão nas costas –, o campeão olímpico de 2012 revelou ter sofrido de alguma nostalgia quando foi forçado a seguir as provas do ‘sofá’ ao invés de as poder disputar.
Já sobre a sua nova treinadora, Amélie Mauresmo, que substitui Ivan Lendl depois do checo ter quebrado a ligação por falta de tempo para se dedicar ao circuito profissional, Andy diz estar preparado para que a parceria leve “algum tempo até que dê resultados, mas tem sido um bom começo”, mostrando ainda desejo de ver mais “treinadoras com os homens e também com mulheres, porque mesmo no circuito feminino há poucas.”
Em destaque no discurso do escocês de vinte e sete anos esteve ainda o venezuelano Daniel Vallverdú, seu parceiro de treinos: “O Dani esteve mais tempo comigo [do que Mauresmo, que viajou apenas para Valência] por isso também tenho de lhe dar crédito. Os resultados não aparecem dentro de uma semana, é preciso dar algum tempo. Espero que no início do ano comecemos a ver as melhorias feitas.”