Federer fala sobre o ano e a família à chegada a Londres

Já em Londres, onde procurará conquistar o seu sétimo título de campeão do ATP World Tour Finals [entretanto colocou-se muito próximo das meias-finais], Roger Federer deu uma entrevista exclusiva ao Telegraph onde destaca os aspectos mais importantes no seu regresso ao topo do ténis mundial. Atualmente com trinta e três anos, o suíço ainda luta pelo primeiro posto da tabela em 2014 e conta com dez finais disputadas nos 16 torneios que realizou esta época.

A recente parceria com Stefan Edberg — seu ídolo de infância, que esta época se juntou à equipa técnica — assume-se como um dos pontos-chave: “O Stefan queria que eu jogasse mais jogos e torneios de forma consistente. Eu costumava competir por fases mas ele não acredita em pausas muito prolongadas quando somos mais velhos porque é melhor para o corpo não ter tantas quebras de ritmo.”

Se esta tem sido uma temporada ‘feliz’ para o helvético, 2013 foi, como o próprio confessa, um ano de algumas dificuldades: “A meio do ano passado eu estava semelhante ao Andy [Murray] no início deste ano, com vários problemas nas costas.” Para se manter em forma, revela, foi fundamental manter o seu estilo de jogo: “Acredito que quando se continua a jogar de forma ofensiva somos menos vezes ‘chamados’ a reagir às jogadas do adversário, enquanto que se estivermos sempre a fazê-lo é muito desgastante. Se estivermos sempre a correr atrás da bola acabaremos por acusar o desgaste a uma determinada altura.”

De regresso ao segundo posto do ranking mundial, depois de ter começado a época na oitava posição, Federer falou ainda da importância de jogar na mesma época que Djokovic, Murray e Nadal: “A geração deles tornou-me num jogador melhor, especialmente o Rafa, que me desafiou de muitas maneiras diferentes porque joga de uma forma diferente de todos os outros. Mas não diria que precise dessa geração para continuar, estou aqui porque adoro jogar, adoro competir em grandes estádios contra grandes jogadores e teria sido igualmente bom continuar a jogar com a geração em que surgi: Hewitt, Roddick, Ferrero e Safin. Ou jogar com o Raonic e todos os novos jogadores.”

Já sobre a sua família, que recentemente assistiu ao nascimento do segundo par de gémeos, Leo e Lenny, Roger admitiu ter tido “algumas noites mais complicadas do que outras, sem dúvida, mas no geral tudo correu bem. Penso que desta vez estamos mais relaxados do que da primeira [quando nasceram Myla e Charlene], em que não sabíamos como ia ser a dormida no hotel ou a viagem. Não temos estado muito tempo juntos ultimamente mas vamos passar as últimas semanas juntos à excepção dos dois dias em que eu estiver a jogar a IPTL na Índia.”

Nas últimas semanas, Federer desempenhou também um papel importante no aconselhamento a Novak Djokovic, que foi pai pela primeira vez: “Ele estava entusiasmadíssimo sempre que falámos sobre o bebé e eu estou muito contente por ter podido ajudar. Eu percebi que ele queria estar o mais preparado possível. Não tive muito tempo para falar com ele em Paris depois do nascimento [no dia 22 de outubro] portanto só lhe pude dar os parabéns mas espero ter tempo para falarmos com mais detalhes pessoais.”

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