Um árbitro frances foi hoje erradiado das suas funções pela Tennis Integrity Unit (TIU) por violação de um conjunto de regras dos circuitos mundiais, incluíndo envolvimento em apostas ilegais, segundo avança esta terça-feira a Associated Press.
Morgan Lamri, de apenas vinte e dois anos, foi acusado de violar quatro artigos do programa de anti-corrupção lançado em 2012 e 2013, de entre as quais sobressaem tentativas de “manuseamento de resultados”, “facilitações a atletas para que não dessem o seu melhor” e, ainda, “apostas ou tentativas de apostas” em resultados de encontros.
Ao Bloomberg, numa entrevista realizada via telefonema, Lamri diz ter sido contactado pelo TIU “há cerca de um ano”, após participação numa série de eventos Future em França com os quais ganhava cerca de 400€ por semana. Durante uma das provas, em Saint-Raphael, diz ter conversado com muitos jogadores: “Para mim, eles não eram jogadores mas sim grandes amigos. Eu almocei com eles, falei com eles de todo o tipo de coisas, como a vida, os meus amigos e a minha família.”
“Eles [TIU] pensam que, por fazer isso, podia estar a tentar arranjar os encontros, mas nunca o faria. Pelo contrário, eu falei com os atletas porque são meus amigos”, justifica o jovem francês que, entre 2012 e 2013, participou ainda em quatro jogos oficiais enquanto jogador, não tendo somado qualquer vitória.
Apesar de ter negado qualquer envolvimento em corrupção, Lamri admitiu ter apostado em encontros nos quais não se encontrava diretamente envolvido: “Apostei apenas por divertimento, entre 1€ e os 124€ em jogos ‘maiores’ [como uma das finais de Rafael Nadal em Roland Garros, confessou também]. Nunca ganhei dinheiro com isso, era apenas por diversão.”
Desta forma, Morgan Lamri fica banido para a vida de exercer quaisquer funções oficiais no mundo do ténis, tendo de colocar um ponto final na sua atividade de árbitro de cadeira em eventos de categoria Future e Challenger.