Rui Machado foi o melhor dos portugueses

Numa semana que, agora sim!, deu um ponto de partida para a época de 2015 no que aos tenistas portugueses no circuito profissional diz respeito, Rui Machado foi o melhor representante nacional ao atingir os quartos-de-final de um torneio Challenger em Casablanca, Marrocos.

De regresso à competição com vista à subida no ranking, o tenista algarvio de trinta anos — que esta época começa os trabalhos já sem a companhia de André Lopes, técnico que o acompanhara nos últimos quatro anos — somou os seus primeiros encontros desde a vitória no Future dos Açores para alcançar os quartos-de-final em Casablanca (5-7 1-6), tendo estado muito perto (dispôs de dois set points) de fechar a primeira partida frente a Guillaume Rufin.

Também Frederico Silva, que aos dezanove anos começa a época dentro do top300, esteve na localidade marroquina, onde pela primeira vez entrou de forma direta num quadro principal de um evento Challenger. Ainda em fase de transição para o segundo escalão do circuito masculino, o pupilo de Pedro Felner derrotou Mohamed Safwat (6-2 2-6 6-2) antes de cair na segunda ronda perante o talentoso Javier Marti, por 0-6 3-6.

Em Melbourne, onde se abriram os preparativos para mais uma edição do Happy Slam, Gastão Elias não conseguiu confirmar o teórico ascendente (era o vigésimo quinto cabeça de série) sobre o alemão Peter Torebko (6-1 6-7[5] 3-6) e saiu derrotado na primeira ronda do qualifying do Australian Open, naquela que foi a primeira viagem da sua carreira à localidade australiana para lutar por um lugar no quadro principal. Não muito longe, o número um nacional, João Sousa, falhou a entrada em 2015 com o pé direito ao ceder na primeira ronda do ATP 250 de Auckland, na Nova Zelândia, perante Steve Johnson (5-7 4-6).

Ainda no panorama dos torneios profissionais, Michelle Larcher de Brito — que optou por não viajar para a Austrália, onde tinha entrada directa na fase de qualificação do primeiro torneio do Grand Slam da temporada — falhou a defesa do estatuto de primeira cabeça de série ao sair derrotada na eliminatória inaugural do ITF de 25.000 dólares de Plantation, na Flórida, EUA, pela norte-americana Samantha Crawford (1-6 3-6).

De resto, e numa semana em que se ficou a conhecer a convocatória da selecção marroquina que em março defrontará Portugal em solo lusitano para a Taça Davis, são de destacar os registos da comitiva portuguesa que viajou para Caracas, na Venezuela, onde se disputa o primeiro Grade 1 do ano (categoria de torneios mais importante no circuito júnior logo após os Grand Slam): Salvador Bandeira (3-6 6-3 3-6 para Eduard Rodriguez) e António Sabugueiro (0-6 1-6 para Miguel Este) foram derrotados na primeira ronda, Afonso Salgado na segunda (depois de vencer Daniel Alejandro Gonzalez Lagoa por 6-1 6-2), enquanto Felipe Cunha e Silva, quinto cabeça de série, chegou à terceira ronda (onde, depois de uma dura batalha, não resistiu ao décimo segundo pré-designado) e Nuno Borges, a grande figura portuguesa na prova, atingiu as meias-finais — somando inclusive uma vitória perante o sétimo candidato ao título, Oscar Janglin.

Em pares, Portugal contou com três representantes nas meias-finais: Cunha e Silva, primeiro cabeça de série com Marcelo Tomas Barrios Vera, só saíu derrotado pelos sextos favoritos, enquanto Bandeira e Sabugueiro uniram forças para, entre outros, deixar pelo caminho os quartos cabeças de série.

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