De Melbourne, Austrália, a Barranquilla, Colômbia, vão 15.081 quilómetros. E assim, precisamente a quinze mil quilómetros de distância, se escreveram duas páginas douradas do ténis português, tanto no circuito profissional quanto no júnior, com João Sousa, Felipe Cunha e Silva e Nuno Borges e elevarem bem alto o nome de Portugal.
Na Austrália, onde se disputa o primeiro torneio do Grand Slam da temporada, João Sousa exibiu-se a um nível muito perto do seu melhor para somar três vitórias — duas em pares, uma em singulares — e registar a sua melhor participação de sempre no Australian Open, que foi apenas travada por um Andy Murray, esse sim, ao seu melhor nível e que ainda assim provou do ténis potente do guerreiro vimaranense.
Já com alguma experiência em torneios Major e a disputar o quadro principal da etapa oceânica pela terceira vez na carreira, Sousa começou por somar um triunfo perante o local Jordan Thompson (o vencedor do play-off de atribuição de um wildcard) antes de beneficiar da desistência de Martin Klizan quando liderava na quarta partida. Entre prestações, somava também uma vitória ao lado do seu já bem conhecido Santiago Giraldo, agora namorado da romena Sorana Cirstea, e ganhava ritmo na Austrália, onde, depois de uma derrota na ronda inaugural de Auckland, garantia o regresso ao lote dos cinquenta primeiros.
Do outro lado do mundo, em Barranquilla (onde António Sabugueiro, Tiago Cação e Salvador Bandeira foram derrotados na primeira eliminarória), e vindos da Venezuela, Felipe Cunha e Silva e Nuno Borges alcançavam as meias-finais do ITF Grade 1 (a categoria mais importante logo após aos quatro Majors) locais, com o segundo a repetir o resultado da semana anterior, na Venezuela. Para isso, conquistavam vitórias sobre alguns dos mais cotados atletas do circuito júnior antes de perderem para Casper Ruud e Ulises Blanch, respetivamente primeiro e terceiro pré-designados, na penúltima fase da prova.
No entanto, foi em pares que a bandeira portuguesa subiu mais alto e por ordem de Felipe Cunha e Silva, jogador do Clube Escola de Ténis de Oeiras que ao lado do chileno Marcelo Tomas Barrios Vera confirmou com sucesso o estatuto de segundo pré-designado para derrotar na grande final os franceses Blancaneaux e Humbert por 6-2 6-4. Pelo caminho até à decisão, a dupla luso-chilena já tinha, entre outros adversários, deixado pelo caminho os quartos cabeças de série.
Um pouco mais a norte, na Flórida, Estados Unidos da América, Michelle Larcher de Brito falhava pela segunda semana consecutiva a defesa do estatuto de principal candidata ao título ao sair derrotada na ronda inaugural de um torneio ITF 25.000: 5-7 3-6 para Elise Mertens em Daytona Beach.