O circuito junior continua a dar que falar para o ténis português: depois de duas semanas incríveis de Nuno Borges, em especial na vertente de singulares, e do sucesso de Felipe Cunha e Silva em pares em Barranquilla, o jogador do Clube Escola de Ténis de Oeiras voltou a terminar a prova sem conhecer o sabor da derrota, ‘levando para casa’ mais um troféu num torneio de Grade 1.
Atualmente no seu melhor ranking de juniores (figura no 77º posto), o filho de João Cunha e Silva voltou a alinhar ao lado do chileno Marcelo Tomas Barrios Vera para juntos defenderem com sucesso o estatuto de segundos cabeças de série em Guaiaquil, no Equador e somarem triunfos sobre Gabriel Decamps e Antonioni Fasano (6-4 7-5), Jack Mingiie Lin e Benjamin Sigouin (6-2 6-4) e Andres Andrade e Hady Habib (7-5 6-7[6] [10-7]) antes de, na grande final, vencerem os brasileiros Igor Marcondes e Felipe Meligeni Rodrigues Alves por 6-3 6-3.
Já em singulares, a melhor prestação pertenceu a Nuno Borges (agora 71º posicionado na tabela individual), que desta feita atingiu os quartos-de-final, enquanto António Sabugueiro e Tiago Cação foram derrotados na ronda inaugural e Cunha e Silva e Afonso Salgado na segunda eliminatória.
Já no circuito profissional, o grande destaque vai para o vice-campeonado alcançado por Gastão Elias em terras colombianas, mais precisamente em Bucaramanga, enquanto Michelle Larcher de Brito somou a sua primeira vitória de 2015 (em Sunrise, onde saiu derrotada na ronda 2) antes de viajar para a Hungria, onde se junta à comitiva portuguesa para defender as cores nacionais no Grupo I da Fed Cup.
Em El Kantaoui, na Tunísia, Frederico Silva teve um regresso menos bom ao circuito Future, perdendo na primeira eliminatória do torneio local para o seu compatriota Romain Barbosa, que somou uma boa semana ao conseguir atingir os quartos-de-final num torneio onde Mafalda Fernandes, que ao contrário de Cláudia Gaspar havia ultrapassado a fase de qualificação, abandonou a prova feminina na primeira eliminatória do quadro principal.
Já em Castelldefels, em Espanha, Leonardo Tavares foi forçado a desistir durante o seu encontro de segunda ronda de um quadro principal de singulares que não contou com a presença de Gonçalo Oliveira — derrotado na primeira fase do quadro qualificatório, que no entanto ‘brilhou’ em pares ao chegar à final, ao lado de Jake Eames, da Austrália, com quem defendia o estatuto de terceiro cabeça de série.