A festa está de volta ao Brasil! Em época de Carnaval, o Rio de Janeiro acolhe o único ATP 500 do país (que é, em simultâneo, um WTA International) uma semana depois do 250 de São Paulo e já se faz a festa. Rafael Nadal, a grande estrela do Rio Open, disse mesmo estar “preparado para dançar”.
Faça sol, chuva ou nevoeiro, no Rio de Janeiro não há nada que pare a animação. É assim que o povo local se rege, é assim que o maiorquino e o seu compatriota David Ferrer são recebidos. Muito antes, os preparativos eram ultimados tendo em vista o grande momento em que os espanhóis pisariam pela primeira vez em 2015 solo brasileiro. Afinal, ‘Rio é festa’!
Se na Europa as temperaturas rondavam os 10 graus, o Rio acolheu Nadal e Ferrer com os seus característicos 40º — que nem ao local Thomaz Bellucci agradam. Talvez por isso uma das soluções do ex-número um mundial tenha passado por sessões de treino diurnas, sim, mas também noturnas nos dias de maior calor.
Engane-se, no entanto, quem pense que de apenas treinos se fazem os dias dos dois no Brasil. Depois de uma ação promocional da nova Babolat Play (a raquete que regista as ‘pancadas’ do jogador enquanto é disputado um encontro), Nadal esteve em conferências de imprensa, onde referiu estar num local com “condições extremas” e ter como objectivo “tentar sobreviver [ao calor] e fazer o melhor possível”, mostrando-se ainda algo surpreendido pela aposta do Brasil — país cujos representantes são especialistas em terra batida — em piso rápido para os Jogos Olímpicos e passou… Pela praia.
Pois é! Às habituais “coletivas” de imprensa seguiu-se uma visita à bem famosa Praia de Copacabana, uma das mais populares de todo o mundo e certamente a mais conhecida de todo o Brasil, onde, ao lado de David Ferrer, pousou para a fotografia na piscina do Hotel Windsor.
Se a praia encanta, também o Rio e o torneio deixam o Rafael Nadal rendido: “O Rio Open é um torneio muito bonito. A América Latina tem países que são apaixonados e grandes torneios, o que é bom para o público e para nós, jogadores, que nos sentimos em casa.”
E porque em casa brasileira há Carnaval, a maior festa do país não escapará ao principal cabeça de série do torneio, que se mostra encantado com a possibilidade de desfilar: “O Carnaval é um dos momentos mais especiais do mundo e será um prazer estar e desfilar aqui, vai certamente ser muito divertido.” Se houve quem pensasse que o estado físico menos promissor do espanhol nos últimos meses se viesse a revelar como um impedimento, foi o próprio a descansar todos os que anceiam pela sua dança: “Não creio que me virá a afetar. Venho de lesões, mas estamos no Carnaval!”

