Não há maior nome na história do Brasil na Taça Davis do que o de Thomaz Koch — nem mesmo o de Guga Kuerten. É ele o detentor de mais vitórias (74-44) na competição, assim como embates (44) e anos (16) jogados, foi ele o primeiro jogador do seu país a vencer um torneio do Grand Slam (em pares mistos) e é ele quem agora surge com declarações ‘polémicas’ em relação ao estado atual do circuito e dos jogadores.
“São muito mimados.” É assim que o ex-jogador, agora treinador, começa por estabelecer as diferenças entre a sua época de atleta e a atual, relembrando que “enquanto jogava não podia ir ao balneário, ficavamos de pé durante as trocas de lado e o jogo não parava.”
“The game must be continued” era uma das frases mais utilizadas nos tempos em que Koch, que chegou a ser número doze do mundo e a conquistar catorze títulos de singulares, disputava o circuito. Na altura, o brasileiro “viajava de pé no comboio, não tinha bolas para treinar e, por vezes, nem campos.”
A frase mais polémica das suas declarações dirige-se a muitos dos jogadores que hoje em dia preenchem o circuito atual — entre os quais, poderá mesmo estar Novak Djokovic: “tenho as minhas dúvidas [em relação ao comportamento dele] porque ele usa possibilidades extra-campo.”
Se há, no entanto, dois jogadores que ainda merecem a admiração de Thomaz Koch, são eles Federer e Nadal: “Admiro o Roger Federer, que não tem essas frescuras de perder demasiado tempo com a toalha ou a escolher bolas, e o Rafael Nadal, porque não faz nada para enrolar o jogo. Tem as manias dele, mas isso faz parte da sua rotina.”