Murta destacou-se numa semana marcada por derrotas precoces

Rui Machado foi uma das poucas excepções na última semana do ténis português, ao conseguir somar o seu terceiro título Future consecutivo no Sri Lanka antes de regressar a Portugal. De resto, apenas Inês Murta (que derrotou a ex-top15 mundial Elenii Danilidou rumo aos quartos-de-final no Egipto) registou uma campanha notável.

Comecemos precisamente por Sharm El Sheikh, onde a jovem jogadora portuguesa de dezassete anos — que nos últimos dois anos já representou Portugal na Fed Cup — conseguiu somar a melhor vitória da sua carreira num encontro em que um dos aspectos chave foi, como confessou à nossa equipa, ter “conseguido controlar os meus nervos e não ceder o meu serviço” quando estava a um jogo de consumar a vitória.

Na ronda seguinte, Murta dispôs de um walkover por parte da qualifier japonesa Karin Terami e ficou assim apurada para os quartos-de-final onde, tendo pela frente a mais cotada Doroteja Eric (quinta cabeça de série) acabou por não conseguir dar continuidade à caminhada de sonho, saindo derrotada por 0-6 2-6.

Vitoriosa foi também a estreia de Frederico Ferreira Silva no Challenger de Nova Deli, numa altura da carreira em que se tenta afirmar no segundo escalão do circuito profissional masculino, ao derrotar Toni Androic por 5-7 7-5 6-4 e garantir mais oito pontos para o ranking mundial. Na ronda 2, o tenista das Caldas da Rainha acabaria por sair derrotado por Kimmer Coppejans (3-6 2-6) e parte agora para Calcutá, onde disputará mais um quadro principal do circuito.

Ainda no circuito profissional masculino, João Sousa não foi além da primeira ronda do ATP 250 de Marselha, perdendo o segundo encontro da sua carreira em outros disputados perante o talentoso Dominic Thiem, que fez com que a preparação do vimaranense para o ATP 500 do Dubai começasse mais cedo, inclusive com uma passagem pela sua ‘base’ — Barcelona. Já no circuito Future, João Domingues e André Gaspar Murta foram ambos derrotados na eliminatória inaugural do torneio de El Kantaoui, na Tunísia, sendo que também Gonçalo Oliveira saiu de cena logo na estreia em Murcia, na Espanha.

Na mesma prova tunisina mas no quadro feminino participou Maria João Koehler, que no seu regresso a provas individuais sofreu, tal como Murta, de um adiamento do seu encontro para o dia seguinte a perder para Natasha Fourouclas por 2-6 1-6. Praticamente ao mesmo tempo, Michelle Larcher de Brito não conseguiu repetir a caminhada de sonho do ano de 2012 (em que venceu o titulo do ITF 25.000 dólares de Surprise, no Arizona) e acabou derrotada na primeira eliminatória de mais um torneio onde tinha a defender o estatuto de primeira cabeça de série.

No calendário juvenil, Tiago Cação foi afastado na ronda 3 do ITF Grade 2 de Santiago, enquanto Salvador Bandeira perdeu na eliminatória inaugural do Grade 4 de Gjovik. O grande destaque vai mesmo para os mais jovens, que viajaram até Auray e viram Eduardo Morais ficar a apenas alguns pontos da final daquele que pode ser visto como o Campeonato Mundial de Sub12.

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