Representantes portugueses reagiram à participação no Open Super12 Auray

Terminou este fim-de-semana a edição de 2015 do Open Super 12 Auray, um torneio disputado em França que pode ser encarado como o Campeonato Mundial do escalão de sub12. Maria do Carmo Ribeiro, Inês Oliveira, Eduardo Morais e Pedro Ruivinho Graça representaram Portugal e, juntamente com o técnico Pedro Lobão, já reagiram à participação na prestigiada prova do circuito junior, na qual deram “uma excelente réplica do trabalho que se realiza em Portugal nos escalões Juvenis”, como adianta o treinador.

Enquanto as duas jogadoras portuguesas foram derrotadas na eliminatória inaugural do quadro principal, Pedro Ruivinho Graça atingiu os oitavos-de-final em singulares e Eduardo Morais chegou mesmo às meias-finais, onde esteve a poucos pontos de garantir um lugar na grande final; já em pares, os dois atingiram os quartos-de-final, sendo que Morais foi mesmo considerado pela organização da prova como Jogador Revelação do Torneio. A Portugal, pelo seu empenho, fair-play e desportivismo, foi entregue o prémio de melhor delegação.

“Esta semana foi muito importante em vários aspectos: pudemos observar qual é realmente o melhor nível dos jogadores da nossa idade e perceber que estamos entre eles”, começou por confessar Eduardo Morais, o grande embaixador português do torneio, que afirma ainda que todos os elementos da equipa aproveitaram “a semana ao máximo e isso reflectiu-se bem no nosso bom desempenho como equipa”, considerando ainda ter sido “uma semana inesquecível e uma experiência excelente” que lhe dão “confiança para o futuro.”

Pedro Graça, diz ter sido uma “semana histórica pois neste grande torneio de um grau de dificuldade muito elevado consegui fazer oitavos-de-final, quase quartos-de-final”, considerando ter jogado “muito bem”. Para o jovem português, a equipa conquistou “o carinho e respeito dos franceses e é assim que Portugal vai crescendo no ténis de geração para geração.”

Maria do Carmo Ribeiro, uma das duas representantes lusitanas no quadro feminino, diz ter sido “uma semana de grandes experiências” na qual foram “uma grande equipa que trabalhou sempre junta”, enquanto Inês Oliveira revela ter aprendido que “o espírito de equipa e ser positiva é muito importante” porque assim “conseguimos fazer as coisas melhor”. Uma das declarações da jovem portuguesa que merece ainda destaque é a que faz menção… Ao público: “Também aprendi que se formos simpáticos com as pessoas quando vamos para dentro do court elas apoiam-nos.”

No entender de Pedro Lobão, o treinador, “a participação portuguesa no mais prestigiado torneio mundial de sub12 foi muito positiva em vários aspetos: obtivemos duas excelentes participações individuais [Graça e Morais, que foi considerado como o jogador revelação do torneio] e como equipa foi atribuído o prémio de melhor delegação estrangeira pelo nosso empenho, fair-play e desportivismo.”

Quanto aos bons resultados alcançados no ténis juvenil, Lobão — que foi confrontado com a pergunta pela imprensa local — diz que “o facto de estes resultados serem cada vez mais habituais nestes escalões deve-se ao bom trabalho que Portugal tem feito na formação de treinadores”, relembrando a “capacidade que a Federação Portuguesa de Ténis tem tido para, com poucos recursos, manter na linha da frente projectos apoiados pela ITF como o Play and Stay, o tennis10.”

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