Bernard Tomic é uma verdadeira corrente de polémicas: depois de casos de prostituição, má conduta dentro e fora do campo e desrespeito de inúmeras regras, o jovem tenista australiano é agora acusado de ter dito que possuía quantidades de cocaína avaliadas em dezenas de milhares de dólares durante (mais) uma das suas saídas noturnas.
A acusação vem de uma jovem australiana cuja identidade não é ainda conhecida pelos média e que, esta quinta-feira, faz revelar que Tomic lhe disse possuir 50.000 dólares norte-americanos na forma de cocaína aquando de um encontro na penthouse de Jamie Pickering — um dos ‘reis’ dos clubes noturnos australianos.
O episódio foi revelado em documentos no tribunal relacionada com o alegado fornecimento de cocaína a menores por parte de Pickering, que demonstrou todo o seu interesse em apelar contra as decisões tomadas em tribunal no dia de hoje. A relação entre o gestor de clubes e o atleta vem já de longa data, quando Tomic começou a frequentar os clubes noturnos, e prolonga-se ao ténis, dado que Pickering passou a ser presença habitual nos seus encontros.
Apesar de estar ligado ao caso, Jamie Pickering diz que ainda não falou com Tomic sobre as acusações e defendeu o seu amigo: “Se foi dito [por parte de Tomic], então sei que foi em tom de brincadeira. Tenho a certeza de que ele não toca em nenhuma substância nem se aproxima delas. Ela diz que ele disse isso mas a ter dito não passou de uma brincadeira e foi levado na direção errada.”
Acusado de fornecer cocaína a adolescentes, Pickering afirmou ainda ter tentado entrar em contacto com o tenista australiano (que na passada semana ajudou a Austrália a vencer a República Checa rumo aos quartos-de-final da Taça Davis), mas sem efeito: “Vai ser uma surpresa para ele [tomar conhecimento das acusações].”