O Masters de Miami vem aí. Sem Federer. Mas como?

Começa amanhã, quarta-feira, a disputa do quadro principal de singulares masculinos (o feminino joga-se desde esta terça-feira) do Miami Open, o segundo torneio da categoria ATP Masters 1000 na presente temporada e um dos mais importantes — e elogiados — de todo o ano. Apesar de ser um ‘torneio obrigatório’, Roger Federer, número dois mundial, não participa na prova. Nós explicamos-lhe porquê.

Tal como os torneios do Grand Slam, os Masters 1000 (à excepção de Monte Carlo, sendo portanto oito os obrigatórios) têm de constar no calendário de todos os jogadores do top30 mundial, razão pela qual esta é considerada como a segunda categoria de torneios mais importantes do mundo. Este ano, e contra muitas expectativas, o helvético de trinta e três anos surpreendeu ao renunciar à disputa de Miami, que venceu em 2005 e 2006, e ‘trocar ainda mais as voltas’ aos seguidores da modalidade ao participar em Monte Carlo, onde nem sempre marca presença, e não dar certezas a Roma — que há semelhança de Miami é ‘obrigatório’. Como?

Pois bem, Roger Federer quer ‘atacar’ em força a temporada de terra batida (daí, entre outros motivos, a presença no ATP 250 de Istambul, na Turquia) e disputar um maior número de torneios na superfície antes de Roland Garros, tendo igualmente prevista participação no ATP Masters 1000 de Madrid. Para uma melhor calendarização do seu ano, que vai de encontro ao já várias vezes expressado desejo de ‘poupar energias’ em determinadas fases da época, o número dois mundial pode fazer uso de um dos pontos do regulamento do circuito profissional, mais especificamente o 1.08.

1.08 Redução do compromisso de participação em torneios ATP Masters 1000
A. O número de torneios Masters 1000 obrigatórios reduzir-se-á em um (1) torneio quando for alcançado um dos seguines registos

1) 600 encontros oficiais (a 1 de janeiro do ano em curso)

2) 12 anos no ativo [entenda-se, pelo menos doze torneios disputados que sejam pontuáveis]

3) 31 anos de idade (cumpridos até ao dia 1 de janeiro do ano em curso)

Ora, Roger Federer tinha, à data de 1 de janeiro de 2015, 1223 encontros disputados, 16 anos no ativo e trinta e três anos de idade cumpridos, razão pela qual fica livre de ‘falhar’ não um mas todos os torneios Masters 1000 que desejar. A ausência de todas as provas resultaria, claro, na perda significativa de pontos e posições no ranking, mas nada mais do que isso. Desde que cumpridas as três alíneas acima apresentadas, as provas deixam de ser obrigatórias.

Como avança o site Punto de Break, Federer não é o único a poder beneficiar desta parte do regulamento. Dos tenistas em atividade, também Tommy Haas (desde 2010), Radek Stepanek (2012) e David Ferrer (2013) podem optar por não participar em provas ATP Masters 1000 sem ser prejudicados financeiramente e pelo regulamento.

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