A mensagem é clara. Para Juan Martin del Potro, o mais importante é livrar-se — literalmente — de todas as lesões e poder, por fim, regressar aos courts a 100% para começar a disputar torneios de forma consistente. Os resultados não são, para já, uma prioridade para o argentino que neste momento ocupa o 616º posto do ranking ATP.
“Trata-se de treinar, ganhar, perder e experimentar… e saber que este ano vai ser assim para mim. Não me posso preocupar em demasia com o ranking ou com ganhar torneios sem conseguir fazer um bom regresso ao circuito a nível fisico”, começou por confessar a Torre de Tandil ao regressar ao seu país, a Argentina, depois de participar no Masters 1000 de Miami. “Quando me sentir melhor e estiver em boas condições físicas e ou tenísticas, será altura de estabelecer objetivos mais importantes.”
Para Del Potro, que tem enfrentado inúmeras lesões nos pulsos, regressar à competição no Masters 1000 norte-americano (onde perdeu para Vasek Pospisil em duas partidas) “foi uma alegria muito positiva voltar a jogar.” Segundo o bicampeão do Portugal Open, “não poder jogar nas mesmas condições físicas que os restantes jogadores é a pior parte com que tenho de lidar, é um processo que demora muito tempo. Há dias em que estou bem, depois quatro ou cinco em que estou muito mal mas espero que com o avançar do tempo essa diferença vá diminuindo e possam ser mais os dias bons do que os maus.”
A treinar na Argentina para enfrentar a temporada de terra batida (uma superfície na qual não joga há cerca de dois anos), Juan Martin del Potro mostra-se entusiasmado por “regressar à competição o mais rapidamente possível” mas ainda não definiu o seu calendário: “Não sei se vou a Monte Carlo. É um Masters 1000 mas este ano tenho mais flexbilidade para escolher o meu calendário e sobretudo no início tenho de evitar os melhores jogadores.”
Se a competição monegasca está e não está em cima da mesa, da semana seguinte não passará o retorno aos campos. É o próprio quem o diz: “Vou decidir nestes dias. Se não for em Monte Carlo, é na semana seguinte, ou em Barcelona ou em Bucareste. Não vou deixar passar mais tempo porque sempre disse que o melhor tratamento é competir e não continuar fora do circuito.”