Monte Carlo, 19 de abril de 2015. Na ressaca de mais uma vitória sobre um dos seus maiores inimigos e, talvez mais do que isso, o Rei da terra batida, Novak Djokovic chegava ao court central do Monte Carlo Country Club para tentar fazer história e conquistar uma vez mais o torneio monegasco. Conseguiu, tal como em 2013, e assim iguala Roger Federer na lista de vencedores de torneios da categoria ATP Masters 1000.
Vindo dos títulos em Melbourne, Indian Wells e Miami — as provas mais importantes do ano disputadas até à data — o sérvio era o grande favorito para a final deste domingo, disputada perante o estreante (no que ao Mónaco dizia respeito…) Tomas Berdych, e assim foi. Superada a chuva, a ameaça do checo e falhas de concentração, a vitória sorriu mesmo ao líder do ranking mundial, que com os parciais de de 7-5 4-6 6-3 confirmou o favoritismo e, por falar em classificações, aumentou ainda mais a vantagem para o segundo classificado, Federer.
Os céus ameaçavam ainda antes do começo do encontro decisivo, já durante o duelo de pares que opunha Bob e Mike Bryan a Simone Bolelli e Fabio Fognini (7-6[3] 6-1), e não perdoaram com o começo da tarde. Se a ‘rega’ do campo entre o primeiro e segundo sets não agradou a Tomas Berdych, o pior dos pesadelos dos adeptos chegou com a chuva intensa que ditou uma pausa no encontro — a mesma que permitiria ao vice-campeão em título do Portugal Open recuperar a tempo de conquistar o segundo parcial já depois de, no inaugural, ter liderado por um break e disposto de várias oportunidades para sair no marcador. Não quis o seu desconforto psicológico.
Passada uma hora, mais coisa menos coisa, os jogadores regressaram ao campo. E regressou o Novak Djokovic que ontem havia derrotado Rafael Nadal, o rei da terra batida, em parciais diretos. Se é o principal candidato ao título para Roland Garros, o único Major que ainda não venceu? Agora sim, será certamente realista colocá-lo no primeiro patamar da lista.
Mas há mais. Não só este foi o quarto título do ano para o sérvio de vinte e sete anos, o terceiro em provas da categoria Masters 1000, como lhe permitiu igualar Roger Federer no segundo lugar da lista de atletas com mais torneios conquistados (23), apenas atrás de… Nadal, com os seus 27. O próximo Masters 1000 do calendário? Madrid, onde o Ténis Portugal estará a fazer a cobertura da prova.