Dos três tenistas portugueses que entraram esta quarta-feira em court, somente André Gaspar Murta conheceu o sabor da vitória que lhe deu o passaporte para os quartos-de-final de singulares do “Future” de Casablanca, em Marrocos. Nuno Borges e Gonçalo Falcão, ambos envolvidos em duas batalhas, ficaram pelo caminho.
54 minutos. André Murta não precisou de mais para colocar o seu nome na ronda seguinte, isto porque o espanhol Pedro Martinez Portero (680º) abandonou o encontro quando perdia por 6-3 e 1-0. Esta é a quarta vez consecutiva em que o algarvio de 21 anos integra o top-8 de um torneio, ele que terá agora pela frente o francês Maxime Chazal, número 1 da prova e 258º ATP.
Nuno Borges (133º) afirma-se cada vez mais como um dos valores emergentes do ténis português. A derrota de hoje em nada belisca o percurso que o tenista da Escola de Ténis da Maia tem vindo a realizar nos últimos tempos. O adversário desta manhã, Carlos Boluda-Purkiss (421º), teve de se aplicar para conseguir levar de vencida o tenista português, que só “caiu” ao quinto match point, com os parciais de 2-6, 6-4 e 7-6(4), em 2h28.
Gonçalo Falcão (1236º), por seu turno, procurava garantir a qualificação para os quartos-de-final pela primeira vez desde março de 2013, mas esbarrou em Giovanni Rizzuti (1147º). O atleta natural de Cascais ainda liderou o terceiro parcial por 4-2 antes de sucumbir com 4-6, 6-4 e 6-4, ao cabo de 2h47. Foi a quarta vez em 2015 que o italiano recuperou da desvantagem de um set.
O evento distribui 10 mil dólares em prémios monetários e realiza-se nos courts de terra batida do clube de ténis ASAS (Association Sportive de Ain Sebâa).