Dominic Thiem não é a única jovem esperança/já afirmação do ténis mundial a ter semanas ao serviço do exército do seu país no ‘currículo’. Hyeon Chung, o sul-coreano distinguido pela ATP como o jogador com melhor evolução ao longo de toda a época de 2015, está a realizar quatro semanas de treinos militares na província de Chungcheong. Mas por opção.
O Exército da Coreia do Sul é considerado como um dos mais bem equipados e poderosos de todo o continente asiático (e do mundo) e conta com cerca de meio milhão de soldados inscritos (números oficiais de 2014). Na Constituição do país está escrito que todos os indivíduos sul-coreanos devem completar pelo menos 21 meses de serviço militar entre os 18 e os 35 anos de idade, pelo que mais tarde ou mais cedo Chung teria de comparecer.
Isto, se não praticasse desporto ou não fosse bem sucedido. Diz a mesma Constituição que ficam isentos dos meses de serviço militar todos e quaisquer atletas que conquistem uma medalha (bronze, prata ou ouro) nos Jogos Olímpicos OU conquistem uma medalha de ouro nos Jogos Asiáticos, proeza que Hyeon Chung conseguiu no último ano.
Assim, e a ‘descansar’ depois de uma longa temporada que o viu subir do 167.º ao 51.º posto que ocupa desde a última segunda-feira (e é, precisamente, a melhor classificação da sua carreira), o adolescente sul-coreano que não joga desde o Masters 1000 de Xangai aproveitou a pausa no calendário ATP para cumprir quatro das semanas previstas na lei mas não obrigatórias. Tudo por devoção ao país.