Nem Nick Kyrgios nem Bernard Tomic. A Tennis Australia, isto é, a Federação de Ténis Australiana, organizou esta segunda-feira a gala onde elege anualmente o melhor tenista do ano e nenhum dos dois mais galardoados recebeu o prémio. Por razões várias. No final, Sam Groth saiu com a distinção.
Fora do grupo de cinco nomeações finais (a Groth juntavam-se Thanasi Kokkinakis, John Peers, Samantha Stosur e Casey Dellacqua) devido aos episódios polémicos de que continuam a fazer parte, Kyrgios e Tomic, os dois melhores tenistas australianos da atualidade no ranking profissional masculino, nem marcaram presença na cerimónia.
Quanto a Samuel Groth, que ocupa atualmente o 60.º posto da tabela individual e chegou a ser 53.º depois de alcançar a terceira ronda no Australian Open e em Wimbledon (onde ainda forçou Roger Federer a um quarto set), viu recompensada a melhor temporada da sua carreira, em que conquistou ainda dois títulos no circuito Challenger.
“Receber esta distinção é um sentimento incrível”, começou por afirmar Groth depois de subir ao palco que no mesmo dia homenageou Lleyton Hewitt. “É difícil colocar o que sinto em palavras mas quero agradecer a todos por terem considerado o meu ano suficientemente bom para ser nomeado.”
Quanto a 2016, o tenista australiano de 28 diz ter como principal objetivo “entrar no top50. Este ano estive a uma vitória de o conseguir mas tive de parar por causa de uma lesão. Também quero tentar chegar à segunda semana de um torneio do Grand Slam e vou-me concentrar bastante na Taça Davis agora que temos uma equipa jovem e talentosa, assim como lutar pela qualificação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.”