Afastado de Doha e Melbourne, Richard Gasquet está a trabalhar para iniciar a época de 2016 o mais depressa possível. Em declarações ao jornal francês L’Equipe, o campeão da edição inaugural do Millennium Estoril Open mostrou-se cauteloso em relação ao regresso à competição, mas aponta baterias ao torneio de Montpellier (1 a 7 de fevereiro).
“Durante uma sessão de trabalho na semana passada, voltei a lesionar-me nas costas. É a mesma dor que sofri em Manila (Filipinas), em dezembro, quando estava a disputar a IPTL. Recebi infiltrações três dias depois de sentir a dor com o intuito de a aliviar”, salientou o tenista francês.
A lesão não é nova para Richard Gasquet. “O problema é o mesmo de sempre. Tenho uma hérnia na vértebra, pelo que posso sentir uma dor forte a qualquer momento. Vou descansar durante dez dias e depois realizarei um programa de treino de três ou quatro semanas, não tenho outra opção”, explicou.
A não participação no Grand Slam que abre a época é algo que o “petit Mozart do ténis” lamenta (participou ininterruptamente desde 2006), mas a decisão foi a mais acertada. “Era muito duro ir para a Austrália. 24 horas de viagem sem uma boa preparação e disputar partidas à melhor de cinco sets é muito difícil. Prefiro recuperar bem agora e esperar pelo ATP de Montpellier. Depois, se tudo correr bem, jogarei em Roterdão e Marselha”, analisou.
Questionado sobre se jogará amedrontado no futuro devido aos constantes problemas nas costas, Richard Gasquet foi perentório: “Há sempre um pouco de preocupação. Por isso, vou levar o tempo que for preciso para recuperar a 100%, tenho bastante experiência”, sentenciou.