João Sousa já não passa despercebido. A Reportagem Especial da SIC, “Casa de Campeões”, exibida no Jornal da Noite deste domingo, abordou o esforço e o sacrifício feitos por três desportistas portugueses de alta competição para singrarem nas respetivas modalidades: João Sousa (ténis), Miguel Oliveira (motociclismo) e Ricardo Melo Gouveia (golfe). Por maioria de razão, centramos atenções em João Sousa.
Radicado desde tenra idade em Barcelona, onde treina na Barcelona Total Tennis, João Sousa realizou em 2015 a melhor época da carreira até ao momento. Mas o percurso do número 1 nacional, que tem subido a pulso nos últimos anos, foi tudo menos um mar de rosas. “Nunca tive apoios financeiros da Federação [Portuguesa de Ténis]”, relembrou Sousa, que acrescentou: “Nunca tive apoios financeiros, até há dois ou três anos, de nenhuma empresa”.
Por isso, o vimaranense não tem dúvidas: “Apoio em Portugal? Sim, apoiaram-me os meus pais e os meus amigos. Felizmente os meus pais conseguiram financiar a minha vinda para Barcelona”, frisou. Os primeiros tempos, recorda João Sousa, não foram fáceis: “Chorei algumas vezes. Estava sozinho, sentia-me triste”.
O melhor tenista português de sempre não esconde a tristeza pela falta de aproveitamento de alguns jovens talentos nacionais. “É triste que muitos talentos fiquem pelo caminho por não terem oportunidade financeira para poderem singrar”, observou.
O primeiro torneio de João Sousa em 2016 é o ATP 250 de Auckland, na Nova Zelândia, que tem início marcado para o próximo dia 11.