Quando, a poucas horas de celebrar a passagem de ano, Sloane Stephens via o mundo começar a comentar o término de ligação a Nick Saviano, técnico com quem doze meses antes começara a trabalhar, dificilmente a norte-americana imaginara ser possível começar 2016 da melhor forma. Na madrugada deste sábado, a número 30 mundial sagrou-se campeã do ASB Classic, em Auckland.
A enfrentar a nova temporada com um treinador diferente — Kamau Murray, que até agora era conhecido pelo seu trabalho com Taylor Townsend –, Sloane Stephens encontrava na final do torneio neozelandês uma jogadora em circunstâncias semelhantes, a alemã Julia Goerges, que também trocou de equipa técnica entre as duas épocas. No final, o resultado seria favorável à melhor colocada das duas, pelos parciais de 7-5 6-2.
Muito sólida e declaradamente mais calma nos momentos de liderança decisivos, a tenista norte-americana que há três anos atingiu as meias-finais do Australian Open soube contrariar as pancadas de fundo do campo que ao longo desta semana voltaram a dar a Goerges o poderio ofensivo dos anos de 2012 e 2013 para erguer o seu segundo troféu de campeã em torneios WTA (o primeiro chegou no verão de 2015, em Washington), que lhe vale o importante estatuto de 24.ª cabeça de série em Melbourne.
Quanto a Julia Goerges, que aparecia esta semana na última posição do top50 mundial, disputou uma final pela primeira vez em quase quatro anos (tem agora dois títulos e quatro vice-campeonatos) e deverá posicionar-se no 43.º posto do ranking WTA.