Richard Gasquet não poderia pedir melhor regresso: ausente dos campos desde a International Premier Tennis League a contas com uma lesão nas costas, o tenista francês voltou esta semana à competição e logo com a conquista do título no Open Sud de France — o seu terceiro no ATP 250 disputado em Montpellier, quarto se contabilizada a edição de 2006 em Lyon.
Primeiro cabeça de série do torneio e número 10 mundial, o gaulês de 29 anos enfrentava na final da edição de 2016 do torneio o seu compatriota Paul-Henri Mathieu (34) e foi o mais velho dos dois quem entrou melhor, conseguindo mesmo o primeiro break, mas com o avançar do tempo o resultado começaria lentamente a tender para Gasquet. Corrida uma hora e quarenta oito minutos de jogo, era hora de ir ao chão, levantar os braços e gritar ‘vitória!’. Os parciais? 7-5 6-4.
Que não se pense ter sido fácil: a final era de grande importância para ambos (para Gasquet, era a oportunidade de regressar da melhor forma ao circuito; para Mathieu, podia significar o final de um jejum que se prolonga há nada mais, nada menos do que nove anos) e foi com a consciência desse peso que foi disputada. Talvez por isso o nervosismo tenha transparecido no serviço (Gasquet colocou apenas 48% das primeiras bolas, Mathieu 56%) e a resposta tenha, assim, assumido um papel ainda mais fundamental. Feitas as contas, o mais novo dos franceses conseguiu quebrar por quatro vezes o serviço do adversário e em apenas duas ocasiões cedeu o seu ‘saque’.
Com a quarta vitória somada em outros tantos encontros na Arena Montpellier, Richard Gasquet celebrou diante dos 7.500 espetadores presentes a conquista do seu terceiro título na localidade francesa, repetindo os feitos de 2013 e 2015 (ano marcado também pelo triunfo no Millennium Estoril Open), quarto no torneio, que em 2006 foi disputado em Lyon. O título dá ao número 10 mundial o seu 13.º troféu de campeão em provas ATP, agora oposto aos 12 vice-campeonatos.
Quanto a Paul-Henri Mathieu, perdeu a possibilidade de somar o seu primeiro título desde o já longínquo ano de 2007 (Gstaad, na Suíça, viu-o celebrar pela quarta e última vez) mas nem tudo são más notícias: com a chegada à decisão em Montpellier, abandonará o 93.º posto do ranking para reentrar no lote dos 70 primeiros.
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