Flavia Pennetta: “Consegui muito mais do que alguma vez tinha pensado”

Depois de ter pendurado as raquetas no final da temporada de 2015, Flavia Pennetta, campeã em título do US Open, está de volta ao circuito por uma semana, mas desta vez com outro tipo de “funções”, a de acompanhar o seu noivo Fabio Fognini (entretanto eliminado) no Argentina Open. Durante a estadia em solo argentino, Pennetta aproveitou para dar uma entrevista ao diário La Nación, onde abordou temas como o seu abandono da competição, e as dificuldades das mulheres conciliarem a vida profissional com a vida familiar enquanto estão no ativo.

Questionada sobre se já tinha tomado a decisão de se retirar antes da sua partição em Flushing Meadows, a italiana foi esclarecedora. “Sim, quando cheguei já sabia que ia anunciar o fim da minha carreira. Foi um passo difícil de dar, mas não me arrependendo de nada. Às vezes é difícil ver as jogadoras a jogar e eu aqui. Necessito de tempo para me habituar, foi uma mudança muito grande, até agora estou a desfrutar da reforma,” assumiu, dizendo que tomou a decisão por “não se sentir feliz pela maneira que estava a viver”.

Para Pennetta, as mulheres têm mais dificuldades em conciliar a vida profissional com a pessoal do que os homens. “Como em todos os desportos é difícil fazer escolhas, mas é mais difícil para as mulheres. É difícil encontrar uma tenista que viaja com o seu marido ou que tenha filhos ainda no ativo. Para os homens é muito mais fácil. Há um momento em que as mulheres têm de tomar as suas decisões”, observou a ainda número 7 mundial que viu em Kim Clijsters uma exceção.

A Kim foi mãe aos 23 ou 24, era muito jovem, e estamos a falar de uma “craque”, que escreveu um pouco da história do ténis. A maioria de nós não tem essa capacidade”, observou.

A acompanhar pela primeira vez o seu noivo no circuito, a italiana de 33 anos tenta não se meter onde não é chamada, separando a relação pessoal com a profissional. “É o primeiro torneio em que acompanho o Fabio. É mais fácil analisar um jogo de fora do que de dentro de campo, mas se ele não me pedir opinião eu não vou opinar, no momento em que me pedir eu irei fazê-lo”, disse, assumindo ainda que “não gosta de ver ténis”.

Pennetta acredita que não ficou nada por fazer, sentindo-se de consciência tranquila quanto ao seu caminho enquanto tenista profissional. “Nada, graças a Deus. Sempre quis retirar-me sem recriminações e não as tenho. Consegui muito mais do que alguma vez tinha pensado, nunca pensei ser tão boa, mas agora tenho outros sonhos: espero cumpri-los”, concluiu a detentora de 12 títulos WTA.

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