Frederico Silva é um dos representantes portugueses em Wimbledon. O jovem tenista de 21 anos participa pela primeira vez na fase de qualificação de um torneio do Grand Slam no circuito profissional e entrou a vencer, estando já na segunda eliminatória. Ao Ténis Portugal, falou sobre a adaptação à relva, onde já não jogava há três anos, a primeira vitória e o que aí vem.
Sobre o encontro com Norbert Gombos, que venceu em três parciais, Frederico Silva diz ter sido “uma boa vitória. Fiz um bom jogo contra um jogador que tem feito bons resultados [já foi 103.º] e consegui ir melhorando o meu nível ao longo do jogo para acabar a um bom nível.”
Em relação às condições de jogo — que não experimentava desde que chegou às meias-finais de pares do torneio de júniores, com Kyle Edmund, no ano de 2013 –, o pupilo de Pedro Felner na Felner Tennis Academy deixa boas impressões. “Tenho estado a sentir-me melhor a cada dia. Já não jogava aqui desde as meias-finais de pares, portanto já foi há bastante tempo. No início foi estranho e não é fácil mas com os treinos e os jogos vamos ficando habituados.”
O próximo adversário de Silva será o japonês Yoshihito Nishioka, 12.º cabeça de série e 122.º posicionado no ranking, naquele que prevê como um duelo “difícil” contra um “jogador muito rápido, que se defende muito bem e tem tido ótimos resultados.”
Sobre o ambiente que se vive nos campos relvados de Roehampton, onde se realiza a fase de qualificação do torneio de Wimbledon, de forma a preservar até ao começo dos quadros principais a relva do All England Club, Frederico Silva diz que “[o clube] tem bastante gente a ver os jogos mas não é no clube oficial de Wimbledon, pelo que o ambiente é diferente dos outros. Mas o facto de ser em relva faz logo com que o torneio seja diferente. Tenho gostado de estar em Roehampton.”