Sendo o US Open um dos torneios mais mediáticos do calendário tenístico, Madison Keys preparava-se para fazer a sua estreia na edição de 2016 do último Major do calendário com um novo patrocinador, mas as regras da USTA (que organiza o torneio) e o seu contrato com a Nike não o permitiram. Compreenda porquê.
Aos 21 anos, a tenista norte-americana que ocupa o nono posto do ranking mundial assinou um contrato com a Orangetheory Fitness, que numa das alíneas esclarece que a empresa tem o direito de ver o seu logo em Madison Keys.
Problema número um: o equipamento de Madison Keys é fabricado pela Nike, empresa que abre muito raras exceções e que, portanto, não permitiu que a norte-americana colocasse um logótipo de outra empresa na sua roupa (caso raro foi o da já retirada Li Na, que conseguiu negociar com a gigante norte-americana e jogar com o logótipo da Mercedes no equipamento).
Para Max Eisenbud, o agente de Keys, a solução era fácil e foi, inclusive, praticada pela número nove mundial no “Kid’s Day” (organizado no fim-de-semana anterior ao início da competição): a tenista utilizaria uma tatuagem temporária num dos braços, contornando a “regra” imposta pela Nike.
Problema número dois: “É contra as regras dos torneios do Grand Slam os jogadores utilizarem símbolos/tatuagens no corpo e não vamos deixar que seja a moda a interferir nisso”, disse Chris Widmaier, representante da United States Tennis Association.
Scott Breault, o diretor de marketing da Orangetheory Fitness, foi o mais reservado em relação à decisão que impede a sua empresa de “marcar presença” nos jogos de Keys, dizendo que “apoiamos a Madison, agradecemos a paixão que ela tem pela Orangetheory Fitness e respeitamos a decisão da USTA.” Já Max Eisenbud, classificou como “louca” a resposta que recebeu da entidade norte-americana, e justificou-se.
“Os torneios do Grand Slam fazem uma quantidade ‘louca’ de dinheiro e só partilham cerca de 10% com os trabalhadores independentes. Não pedimos que a Madison pudesse vestir/usar mais logos do que as outras jogadoras nem que este fosse maior que os outros. Só pedimos que a Madison, que como todas as jogadoras é uma trabalhadora independente, possa usar um logo de um patrocinador na pele enquanto joga num court que tem mais de 30 logos com que a USTA faz dinheiro.”
Apesar do descontentamento partilhado pelo ex-agente de Maria Sharapova, a decisão da USTA mantém-se e da próxima vez que Madison Keys regressar ao court (disputa esta quinta-feira a segunda ronda) será com a mesma aparência com que no duelo inaugural, ou seja, sem qualquer tatuagem temporária ou um logo “extra” no equipamento.