Considerado o melhor treinador de 2016, Magnus Norman admite que por vezes não é fácil treinar Stan Wawrinka, tornando-se mesmo frustrante devido à inconsistência do suíço ao longo da época. Em entrevista ao site suíço nzz.com, Norman abordou a sua relação com Wawrinka, revelando que às vezes é complicada, mas que ambos se conseguem sempre entender através da honestidade.
“Às vezes é frustrante como treinador, não dá a sensação de ser estável. Jogar forte só nos torneios grandes pode ser perigoso. A margem é curta, podes sair facilmente de mãos a abanar dessa maneira. O Stan ganhou um torneio de Grand Slam, o que torna o ano já magnífico. Mesmo as semifinais de Roland Garros foram um resultado muito bom. Queremos continuar a melhorar e a trabalhar bem. Para mim, o Stan já era um grande jogador antes de nos juntarmos. A equipa por detrás dele apoia-o, mas é ele quem ganha e quem perde”, admitiu o sueco.
“Às vezes é stressante. Mas não penso muito sobre isso. Estou comprometido com o Stan para ajudá-lo a ser melhor. Entre nós não há segredos, tentamos não esconder nada. Claro que existem coisas que permanecem entre nós. Na nossa primeira semana de trabalho juntos pediu-me sempre para ser honesto com ele”, revelou. “Existem tensões. Ocasionalmente há algumas discussões desagradáveis, não se pode evitar, mas tenho sempre a impressão de que Stan está disposto a ouvir e a seguir que eu digo”, continuou.
“O Stan deve fazer melhores resultados nos Masters 1000. Aí os resultados têm sido muito piores do que nos Grand Slams ao longo dos últimos três anos”, disse.
Abordado sobre o tema Wimbledon, o ex número dois mundial afirma que é complicado prever uma vitória do suíço, pois existem muitas varáveis que podem comprometer o seu jogo. “A minha impressão é que Wimbledon não está nas nossas próprias mãos. A superfície tem um peso maior do que em outros lugares. Contra um jogador que sirva bem, pode-te escapar o jogo rapidamente.Embora não veja nenhuma razão pela qual o Stan não pode jogar bem em relva”, concluiu.