Hopman Cup. Uma final de sonho para a edição que assinala o 30.º aniversário

Angelique Kerber e Alexander Zverev
A última vitória da Alemanha na competição aconteceu há 23 anos, com um triunfo por 3-0 sobre a Ucrânia

Suíça ou Alemanha. Já falta pouco para se conhecer a equipa campeã da edição número 30 da Hopman Cup, o torneio de exibição que é organizado pela Federação Internacional de Ténis em Perth, na Austrália. A final está marcada para este sábado (será necessário um despertador para a acompanhar desde o início — começa às 8h de Portugal Continental) e promete muito e bom ténis.

Esta sexta-feira, as notícias pintam-se de preto, vermelho e amarelo — as cores da bandeira da Alemanha, equipa que é composta por Angelique Kerber e Alexander Zverev e “desfez os corações” dos cerca de 14.000 adeptos que encheram a Perth Arena. É fácil de compreender porquê: é que os germânicos tiveram como adversários os tenistas da casa, Daria Gavrilova e Thanasi Kokkinakis, que venderam muito cara a derrota e ajudaram a que se desenrolasse um verdadeiro espetáculo.

Porque de amigável só tem o conceito, a Hopman Cup proporciona sempre encontros muito competitivos. A diferença talvez esteja na forma como os jogadores relaxam em determinados momentos onde, nos circuitos “oficiais”, não há tanta margem para tal, mas essa é, aliás, parte da magia deste torneio.

Adiante. Kerber e Zverev foram os heróis do dia porque levaram a melhor no emocionante encontro de pares mistos, com os parciais de 1-4, 4-1 e 4-3(3), mas antes também já se tinha jogado muito bom ténis: a ex-campeã do Australian Open derrotara a jogadora da casa, por 6-1 e 6-2, para confirmar o excelente início de ano (ainda não cedeu um único set).

E Thanasi Kokkinakis tinha brilhado ao derrotar o número 4 do mundo por eletrizantes 5-7, 7-6(4) e 6-4, num dos melhores encontros da competição (senão mesmo o melhor) e que ainda deu esperança aos adeptos da casa.

Foi um dia emocionante, mas agora é tempo de “mudar o chip”. Amanhã, sábado, os tenistas alemães voltam a ter de jogar e não os espera tarefa fácil: do outro lado da rede estarão Belinda Bencic Roger Federer, responsáveis pelo regresso da Suíça à final da competição 17 anos depois.

Como motivação, a Alemanha e em particular Zverev terão, certamente, a vitória alcançada pelo tenista natural de Hamburgo frente ao suíço há exatamente um ano, por 7-6(1), 6-7(4) e 7-6(4) num encontro que lançou uma época “em cheio” para ambos.


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