Zverev derrota Federer pela terceira vez rumo à final mais importante da carreira

Alexander Zverev 3
Fotografia: Peter Staples/ATP World Tour

A juventude voltou a falar mais alto: pela terceira vez em seis encontros, Alexander Zverev levou a melhor sobre Roger Federer. Agora em Londres, no final de uma época longa que tanta discussão tem fomentado e para garantir um lugar na final mais importante de uma cada vez mais promissora carreira.

Se nos primeiros dias do ATP Finals o alemão e o suíço estiveram em duelo nos microfones — o mais novo voltou a defender o encurtamento da época, o mais velho respondeu-lhe lembrando que os jogadores podem optar por ir de férias mais cedo –, este sábado foi dia de pegarem nas raquetes e se enfrentarem dentro do court. Com espaço para apenas um vencedor, foi o número 5 do mundo quem acabou a sorrir, triunfando pelos parciais de 7-5 e 7-6(5) para congelar uma O2 Arena esgotada e atingir a sexta final da temporada.

Apesar da semana ter sido morna — Federer e Zverev estiveram longe de ser os jogadores que mais encantaram durante a fase de grupos –, a primeira meia-final deste sábado era aguardada com grandes expetativas e não desiludiu: tão depressa o encontro arrancou quanto os jogadores começaram a produzir bom ténis, de tal forma consistente que tudo parecia encaminhar-se para uma decisão no tie-break.

Só que ao 12.º jogo o helvético desapareceu — um fenómeno que tem vindo a aumentar de frequência à medida que o tempo passa — e não venceu um único ponto no seu jogo de serviço, entregando ao adversário o primeiro parcial. Mas a reação não tardou e com um par de “chum jetzt”‘s à mistura (a celebração em suíço-alemão que tanto o caracteriza em momentos decisivos) Federer assinou o seu primeiro break para ganhar vantagem num set pela primeira vez em todo o encontro.

Mas outro sinal da passagem dos tempos são a maior facilidade e frequência com que Roger Federer perde o seu serviço logo depois de quebrar o adversário e neste encontro o número 3 mundial voltou a sofrer do mesmo mal, que de certa forma acabou por ser uma machadada nas suas aspirações: uma vez retomado o ritmo do set, Alexander Zverev inspirou confiança e recuperou terreno, acabando por fechar o encontro no tie-break.

A vitória congelou a gigantesca arena londrina — os quase 18.000 espetadores torciam praticamente em uníssono por Roger Federer –, sendo quase necessário olhar para o banco do jovem tenista germânico para encontrar quem celebrasse (e, lá pelo meio, um Ivan Lendl aparentemente impassível mas certamente orgulhoso do seu mais recente pupilo).

Afinal, com este triunfo (o terceiro em seis encontros frente a Roger Federer, que também já tinha derrotado nas meias-finais de Halle 2016 e na final do Masters 1000 do Canadá em 2017) Alexander Zverev avança para a sexta final na presente temporada, que é, também, a mais importante da carreira.

Como derradeiro adversário em 2018, o jogador com mais vitórias da temporada (com as três em Londres já soma 57) vai ter ou o primeiro classificado do rankingNovak Djokovic, ou o sexto, Kevin Anderson. O sérvio e o sul-africano medem forças na segunda e última meia-final a partir das 20h locais e de Portugal Continental.


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