Stefanos Tsitsipas propõe legalização do coaching e Nick Kyrgios não fica calado

Stefanos Tsitsipas voltou a trazer à tona um dos temas mais debatidos dos últimos tempos, que afasta o ténis dos outros desportos: o coaching, proibido na modalidade e responsável por várias das punições sofridas pelos jogadores, tal como foi o caso da do grego na recente passagem por Hamburgo.

O jovem ateniense publicou no Twitter um discurso em apologia à livre comunicação entre o jogador e o respetivo técnico no desenrolar do encontro, por oposição aos atuais warnings inerentes a tal comportamento que poderão resultar em pontos e jogos perdidos, consoante o número de infrações detetadas pelo árbitro de cadeira.

“O coaching deveria ser permitido ao longo de todos os pontos no ténis. Somos um dos únicos desportos a nível global que não utiliza o coaching, tornem isso legal. Está na altura deste desporto dar um passo em frente”, escreveu Stefanos Tsitsipas.

Esta não é, contudo, uma ideia consensual a todos os envolvidos da modalidade. Cético à sugestão do colega, Nick Kyrgios — um dos raros jogadores de topo que opta por não ter treinador — não escondeu a sua insatisfação e frisou que dentro do court o jogador deverá tomar as decisões sem qualquer interferência da equipa técnica, pois é isso que faz do ténis um desporto belo.

A divergência de ideias entre os dois tenistas gerou uma troca de comentários entre ambos: “Normalmente não me importo com as sugestões dele, mas esta é terrível”, começou por declarar Nick Kyrgios. “Eu arranjo-te um treinador, não te preocupes”, brincou Stefanos Tsitsipas, sem esperar por uma provocatória resposta: “Parece que fiz um bom trabalho sem nenhum contra ti. A beleza do ténis é estar no court sozinho. Alguns optam por não ter treinador, outros não o conseguem.”

Mas o grego não se deu por vencido e relembrou que, na verdade, quase todos os jogadores incorrem numa violação das regras do ténis: “Deixa-me lembrar-te que a maioria dos técnicos já faz coaching. Por que razão é preciso penalizar o jogador se o treinador sente que é necessário falar ou dar um conselho?” e o australiano continuou a ser coerente com o seu ponto de vista: “Devemos conseguir resolver a situação sozinhos e recebemos os conselhos antes e depois do jogo.”


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