Griekspoor triunfa em Nápoles e faz o que só Haase foi capaz no ténis neerlandês

A época de 2021 está a ser de sonho para Tallon Griekspoor, que adicionou este domingo mais um título à conta. O neerlandês conquistou a Tennis Napoli Cup e ergueu o quinto título do ano no circuito Challenger, onde disputou outras tantas finais.

Quarto cabeça de série na prova, Griekspoor — que começou a semana no 132.º lugar do ranking ATP — ultrapassou todas as eliminatórias, algumas com dificuldades acrescidas, até se cruzar com um tenista “da casa” na grande final: Andrea Pellegrino, que recentemente se sagrou vice-campeão no Del Monte Lisboa Belém Open e disputou a segunda final consecutiva no circuito Challenger.

A semana de Pellegrino em Nápoles foi em tudo idêntica à que teve em Lisboa, na medida em que atingiu a final sem ceder qualquer set e voltou a sair com a medalha de prata. O embate decisivo foi controlado por Griekspoor, que venceu por 6-3 e 6-2 em 68 minutos de encontro.

A caminhada de Tallon Griekspoor até ao título:

  • R1: 6-4 e 0-0 ret. vs. Julian Ocleppo (354.º ATP)
  • R2: 3-6, 7-5 e 6-1 vs. Alexander Ritschard (306.º ATP)
  • QF: 6-3 e 7-6[1] vs. Gian Marco Moroni (205.º ATP)
  • SF: 2-6, 6-4 e 6-2 vs. Stefano Travaglia (97.º ATP)
  • F: 6-3 e 6-2 vs. Andrea Pellegrino (258.º ATP)

Conquistado o título numa prova que em 2010 foi ganha pelo português Rui Machado e que não era realizada desde 2016, altura em que foi ganha por Jozef Kovalik, Tallon Griekspoor alcança um feito que só Robin Haase (em 2010) conseguiu no ténis neerlandês: vencer cinco torneios Challenger numa só época. O tenista de 25 anos, que subiu esta segunda-feira ao 118.º lugar no ranking mundial, leva agora sete títulos em nove finais no circuito secundário.

Finais no circuito Challenger — Tallon Griekspoor:

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Jiri Vesely é o quarto campeão estrangeiro consecutivo em Mouilleron-le-Captif

Perdeu o primeiro set na estreia frente a Frederico Silva e não voltou a deixar cair mais nenhum. O checo Jiri Vesely é o novo campeão do Challenger de Mouilleron-le-Captif, sucedendo ao sueco Mikael Ymer, que venceu em 2019 — o torneio não se jogou em 2020 –, e o quarto campeão estrangeiro consecutivo na prova, depois de Elias Ymer ter feito a dobradinha em 2017 e 2018.

Na final da prova, Vesely — começou a semana no 86.º lugar do ranking ATP — travou o eslovaco Norbert Gombos em apenas dois sets, com os parciais de 6-4 e 6-4. O checo voltou a fazer uso do bom serviço que possui e disparou nove ases durante o encontro, tendo ainda ganho 86% dos pontos com a primeira bola. Para além disso, Vesely não enfrentou quaisquer break points.

O caminho de Jiri Vesely até ao título:

  • R1: 3-6, 6-3 e 6-2 vs. Frederico Silva (196.º ATP)
  • R2: 6-2 e 6-4 vs. Harold Mayot (429.º ATP)
  • QF: 4-1 ret. vs. Mats Moraing (170.º ATP)
  • SF: 6-4 e 7-6[1] vs. Andreas Seppi (92.º ATP)
  • F: 6-4 e 6-4 vs. Norbert Gombos (114.º ATP)

Quase dois anos depois de ter jogado — e ganho — a última final no circuito Challenger, Vesely ergueu o oitavo troféu no circuito Challenger, onde soma 12 finais. O ex-número 35 mundial subiu dois lugares no ranking esta segunda-feira e figura agora na 84.ª posição.

Finais no circuito Challenger — Jiri Vesely:

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Juan Pablo Varillas opera recuperação para erguer troféu em Santiago

No Chile, o peruano Juan Pablo Varillas foi o elo mais forte. Numa desforra da final de Zagreb desta temporada, Varillas conseguiu desta vez sair por cima frente ao argentino Sebastian Baez e conquistou o segundo troféu do ano.

O tenista do Perú, que esta época venceu o Challenger de Biella 5, esteve a perder por 0-4 na primeira partida e por 1-4 no segundo set. Em ambas as ocasiões, Varillas mostrou uma compostura tremenda e operou a reviravolta para vencer o encontro com os parciais de 6-4 e 7-5 em uma hora e 44 minutos.

O caminho de Juan Pablo Varillas até ao título:

  • R1: 7-6[8] e 7-6[7] vs. Hernán Casanova (342.º ATP)
  • R2: 6-2 e 6-4 vs. Julian Lenz (293.º ATP)
  • QF: 6-1 e 6-3 vs. Gerald Melzer (664.º ATP)
  • SF: 6-3, 6-7[8] e 6-3 vs. Francisco Cerúndolo (111.º ATP)
  • F: 6-4 e 7-5 vs. Sebastian Baez (144.º ATP)

Campeão no segundo torneio Challenger que Santiago recebe em 2021, Juan Pablo Varillas acabou ainda assim por perder lugares no ranking. O peruano, de 25 anos, iniciou a semana no 117.º lugar, mas desceu esta segunda-feira ao 127.º posto. No currículo, no entanto, fica o quarto título Challenger em seis finais disputadas, quatro delas em 2021 e com dois troféus.

Finais Challenger — Juan Pablo Varillas:

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Dimitar Kuzmanov estreia-se a vencer no circuito Challenger aos 28 anos

Em Barcelona, o búlgaro Dimitar Kuzmanov sucedeu a Carlos Alcaraz como o novo campeão na Emilio Sánchez Academy. Aos 28 anos, Kuzmanov ergueu o primeiro troféu no circuito Challenger ao derrotar o francês Hugo Gaston, principal favorito ao título.

Novamente numa grande decisão, mas novamente a ficar pelo “quase”, Gaston não conseguiu discutir o encontro com o búlgaro, que precisou de apenas 73 minutos para montar os parciais de 6-3 e 6-0. O triunfo em sets diretos confirmou uma semana imaculada para o tenista de 28 anos, que não perdeu qualquer parcial em todo o torneio.

O caminho de Dimitar Kuzmanov até ao título:

  • R1: 6-0 e 6-1 vs. Tommy Robredo (317.º ATP)
  • R2: 6-4 e 6-4 vs. Damir Dzumhur (136.º ATP)
  • QF: 6-2 e 6-0 vs. Teymuraz Gabashvili (271.º ATP)
  • SF: 7-5 e 7-6[5] vs. Álex Molcan (119.º ATP)
  • F: 6-3 e 6-0 vs. Hugo Gaston (116.º ATP)

A viver o melhor momento da carreira, Kuzmanov somou a segunda final da temporada — e da carreira — no circuito Challenger e o primeiro título. A proeza valeu ao tenista de Plovdiv a subida ao 218.º lugar do ranking ATP na atualização desta segunda-feira, um novo máximo de carreira.

Finais Challenger — Dimitar Kuzmanov:

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