Novak Djokovic avança para a final em Paris e bate recorde histórico de Pete Sampras

Caiu um dos recordes mais significativos do circuito masculino: Novak Djokovic derrotou Hubert Hurkacz por 3-6, 6-0 e 7-6(5), avançou para a final do ATP Masters 1000 de Paris e assim garantiu que terminará uma época como número um mundial pela sétima vez na carreira, deixando para trás a marca de Pete Sampras.

Talvez afetado pela pressão, o tenista sérvio não entrou bem no encontro, não conseguiu contrariar Hurkacz na linha de fundo e cometeu um par de erros fatais na reta final do primeiro parcial para ficar em desvantagem. Mas a reação de Djokovic foi rápida, exímia e num piscar de olhos venceu uma segunda partida de sentido único para reentrar na discussão pelo resultado.

Restabelecida a igualdade, o terceiro set começou com uma oportunidade de break para Hurkacz (que na véspera se qualificou para o ATP Finals), mas foi Djokovic quem consumou a primeira quebra de serviço, à quinta tentativa, para ficar a liderar por 4-1. No entanto, o polaco de 24 anos ainda tinha fôlego e resistência para oferecer, fez o contra-break e chegou ao 5-5, onde enfrentou e salvou o primeiro match point, até que no tie-break Djokovic confirmou a reviravolta.

Com 47 vitórias em 53 encontros realizados ao longo de 2021, Novak Djokovic chegou aos 10.540 pontos na "Race to Turin" — o suficiente para que já não possa ser ultrapassado por Daniil Medvedev na tabela que, este ano, decide a luta pelo troféu de número 1 mundial (uma vez que o ranking tradicional ainda está influenciado pelo congelamento de pontos por causa da pandemia de covid-19).

Assim, o tenista de Belgrado concluirá pela sétima vez na carreira uma época como número 1: 2011, 2012, 2014, 2015, 2018, 2020 e 2021 são os anos que lhe permitem quebrar o recorde do norte-americano Pete Sampras, que partilhava desde o último ano, e destacar-se num dos registos mais significativos da modalidade. Do seu lado, Djokovic tem também o recorde de semanas passadas no topo da hierarquia mundial (345 contra as 310 de Roger Federer) e, também desde esta semana, o registo máximo de triunfos na condição de número um mundial (420, superando os 417 do suíço).

De volta a Paris, a final deste domingo, contra o vencedor do encontro entre Daniil Medvedev e Alexander Zverev, será a sétima de Novak Djokovic no ATP Masters 1000 francês e a 54.ª da carreira a este nível. O líder do ranking detém um total de 36 títulos em eventos desta dimensão, tantos quanto o espanhol Rafael Nadal.


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