Nuno Borges quer “acabar o ano em perfeição” antes de atacar a Austrália

Sara Falcão/FPT

MAIA — Num só dia, Nuno Borges fez a festa por duas vezes ao carimbar o apuramento para a final de singulares e conquistar o título de pares ao lado de Francisco Cabral no Maia Open II, mas ainda falta um passo para se despedir do complexo que o viu nascer para o ténis com as melhores sensações e o tenista português de 24 anos quer dá-lo este domingo.

“Ganhar seria acabar o ano em perfeição. Em casa, no último torneio do ano antes de poder pousar a raqueta por uns dias… Era espetacular conseguir a vitória num torneio que é tão especial”, admitiu entre sorrisos na conferência de imprensa da tarde deste sábado.

Para chegar à final (a terceira da carreira em torneios do ATP Challenger Tour, mas primeira em eventos da categoria 80), Nuno Borges teve de manter a concentração para derrotar Elliot Benchetrit (388.º) por 6-2 e 6-2 num duelo atípico, em que o francês naturalizado marroquino deixou bem visíveis as oscilações que o popularizam.

“É sempre difícil gerir o facto de o adversário estar sempre a entrar e a sair do encontro e ter de estar preparado para enfrentar adversidades num momento em que ele decide voltar, mas tentei fazer o contrário, que era estar sempre lá e ser sempre consistente e acho que foi isso que me deu a vitória”, considerou o jogador do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis. “Ele serve muito bem, tem boas pancadas e eu tive de fazer um bom jogo para conseguir ganhar mesmo nos momentos em que ele estava mais presente.”

Em relação à final, marcada para as 11 horas de domingo contra Chun-hsin Tseng, Nuno Borges não espera facilidades: “Apesar de ele não ser um jogador muito grande, força e capacidade de explosão não lhe faltam. A bola dele anda bastante e mesmo para altura que tem não serve nada mal. A final não vai depender só de mim e vou ter de jogar bem e determinado para conseguir ganhar-lhe.”

O reencontro deste domingo (jogaram a final do ITF da Póvoa de Varzim em 2018, com vitória para o ex-número um mundial de juniores) será o último para Nuno Borges num ano que o viu quebrar inúmeras barreiras pessoais. Depois, seguir-se-ão alguns dias sem pegar na raqueta, mas não muitos, porque a estreia em torneios do Grand Slam está próxima. Só depois da viagem até à Austrália será tempo de colocar um ponto final definitivo no que ainda considera tratar-se da época de 2021.


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