Com mais um título no palmarés, Borges e Cabral querem “aproveitar o momento” sem obsessões

Sara Falcão/FPT

OEIRAS — Nova semana lado a lado, novo título. Nuno Borges e Francisco Cabral só precisaram de 46 minutos para vencerem a final de pares do Oeiras Open e assim ergueram o sétimo título em nove finais disputadas nos últimos 12 meses no ATP Challenger Tour, um resultado que os deixa mais próximos do que nunca do top 100 — apesar de, como fizeram questão de salientar, ainda faltarem alguns degraus — e faz sonhar com a estreia em torneios ATP, que se adivinha para breve e em casa.

“Estamos os dois muito contentes. Foi um torneio impecável, em que o nosso nível esteve sempre lá em cima e no qual conseguimos concretizar sempre os nossos objetivos dentro do campo”, comentou Borges em conferência de imprensa, imediatamente apoiado pelo parceiro e amigo Cabral: “Sinto-nos a jogar cada vez melhor e o nosso nível foi sempre subindo ao longo da semana, que no geral foi muito positiva.”

Num palco especial, o histórico Central do Jamor, e perante bancadas muito compostas, os dois tenistas do Norte do país deram mais um passo em direção a uma classificação que lhes permita apontar a outros voos. Apesar de cautelosos, não esconderam esse desejo — até porque o Millennium Estoril Open está aí à porta (23 de abril) e a atribuição de um wild card parece cada vez mais indiscutível.

“É difícil de dizer, porque nunca joguei e por isso não sei como é que é o nível nos torneios ATP, mas acredito muito em mim e no Nuno, no nosso potencial e no nosso nível, por isso acho que se conseguirmos estrear-nos ao nível ATP podemos fazer um bom torneio”, afirmou Francisco Cabral, que na próxima segunda-feira subirá 14 lugares no ranking de pares, até 121.º.

“O meu objetivo é jogar os torneios ATP e se puder jogar ao lado do Francisco melhor ainda. Nunca jogámos, mas já vimos jogadores que andam aqui a jogarem lá e fazerem bons resultados, por isso não vejo porque é que não podemos fazer o mesmo”, acrescentou Borges, que com esta conquista ganhará 16 degraus, até 135.º.

Esse será um dos próximos passos, com “o sonho” dos torneios do Grand Slam — onde por vezes até é mais fácil de entrar devido ao número de vagas em comparação com os quadros mais pequenos no circuito ATP — presente, mas não em demasia. “Estamos simplesmente a aproveitar o momento em que estamos e a crescer. O nosso nível está a subir. Depois, se o ranking der para entrar, claro que vamos, mas não estamos obcecados”, concluiu Cabral — que antes do Millennium Estoril Open talvez vá a jogo noutro torneio ATP ao lado de João Sousa.


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