“Senti-me um bocadinho impotente e foi mais fácil aceitar”, confessa Nuno Borges sobre a derrota na meia-final

OEIRASNuno Borges não conseguiu juntar-se a Gastão Elias e ainda não será desta que um torneio do ATP Challenger Tour contará com uma final de singulares entre dois tenistas portugueses, mas apesar do desaire e da natural desilusão o tenista maiato despediu-se do Oeiras Open 1 com um balanço “positivo” e otimista para a segunda semana consecutiva no Complexo Desportivo do Jamor.

“O encontro de hoje foi o resultado do desgaste da semana”, comentou o número dois nacional e 150 ATP após o desaire por 6-2 e 6-3 para Nino Serdarusic (207.º), menos de 24 horas depois de ter superado o brasileiro Thiago Monteiro (116.º) numa batalha de 3h18 em que precisou de salvar um match point.

“Foi um encontro duro, frente a um jogador que me causou muitas dificuldades com o serviço e com a direita. Eu não consegui fazer muita mossa com o meu serviço, não me senti muito bem a servir e não consegui criar-lhe dificuldades no geral”, lamentou Borges. “Não consegui agarrar o encontro e não estava a ver como é que podia dar a volta. Até entrei muito bem, mas depois demonstrei alguma fragilidade e talvez isso lhe tenha dado energia. Tenho de aprender a manter-me mais positivo e a agarrar-me a coisas que me possam manter mais tempo em campo e ajudem a complicar o resultado.”

“Ontem tive um encontro muito desgastante e hoje estive menos disponível do que gostaria. Senti-me pior do que estava à espera, mas lá está, como disse ontem não me lembro de jogar um encontro tão longo como aquele. Acaba por ser uma aprendizagem para perceber como é que posso lidar melhor com este tipo de situações”, acrescentou o atual bicampeão nacional, que também destacou a qualidade do adversário.

“Houve momentos em que eu até achei que estava mais ou menos metido no encontro, mas ele respondeu muito bem. Também me faltou conseguir subir a outro nível, porque às vezes estava a começar a fazê-lo e a sentir que tinha o controlo, mas depois não conseguia fazer a diferença. Ele aguentou bem, tem uma direita que causa dificuldades e também não mostrou tantas fragilidades quanto eu gostaria do lado esquerdo, por isso andei sempre à procura de soluções”.

“Hoje senti-me um bocadinho impotente e foi mais fácil de aceitar, se bem que é um aceitar diferente”, concluiu Nuno Borges, que garantiu despedir-se deste Oeiras Open 1 — que fechou com um título na variante de pares — com boas sensações. “Hoje estou um bocadinho triste, mas saio com muita coisa boa e sem dúvida confiante para a próxima semana.”


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