Espanha surpreende Japão e repete final no Campeonato do Mundo de Equipas de Ténis em Cadeira de Rodas

Sara Falcão/FPT

VILAMOURA — Um ano depois, a Espanha vai voltar a disputar a final masculina do BNP Paribas World Team Cup — Campeonato do Mundo de Equipas de Ténis em Cadeira de Rodas, desta vez na Vilamoura Tennis & Padel Academy, onde a Federação Portuguesa de Ténis e a Premier Sports organizam, pela primeira vez, a fase final da competição (entre 2 e 8 de maio).

Vencedora do Grupo D, o mesmo de Portugal, a seleção espanhola causou sensação ao ultrapassar a equipa do Japão, primeira cabeça de série, no par decisivo.

Num confronto muito equilibrado, tudo começou com o triunfo de Daniel Caverzaschi (número 12 mundial) por 5-7, 6-1 e 6-3 após 2h36 frente a Tokito Oda (número 1 mundial de juniores e 9 de seniores aos 15 anos). Mas os japoneses empataram por intermédio de Shingo Kunieda (2.º e ex-número um), a superestrela que confirmou o favoritismo e superou Martin de la Puente (10.º) por 7-5 e 6-3.

Com muita emoção do início ao fim, a eliminatória só ficou resolvida às 22h01, quando Caverzaschi e De la Puente uniram esforços no par e venceram Kunieda e Oda com mais uma reviravolta, desta vez com os parciais de 4-6, 6-1 e 10-7.

Campeã do mundo em 2007 e 2015, a Espanha qualificou-se para a final masculina pela quarta vez na história e terá como derradeiro adversário o conjunto que a travou há um ano: os Países Baixos, que resolveram o confronto com os Estados Unidos da América nos dois singulares.

O embate entre os dois países começou com um triunfo de Ruben Spaargaren (11.º) por 6-0 e 6-0 contra Conner Stroud (51.º) e resolveu-se duas horas depois, com Tom Egberink (6.º) a confirmar o favoritismo diante de Casey Ratzlaff (24.º) graças aos parciais de 6-2, 2-6 e 6-4.

Esta será a 12.ª vez que as cores neerlandesas marcam presença na final masculina do BNP Paribas World Team Cup — Campeonato do Mundo de Equipas de Ténis em Cadeira de Rodas. Se revalidarem o título, os Países Baixos serão campeões do mundo pela sexta vez.

Para além da discussão do título masculino, o país também vai marcar presença na final feminina. A passagem ao encontro de atribuição do título foi assegurada em quatro partidas e cerca de duas horas de jogo, graças aos triunfos rápidos e autoritários de Aniek Van Koot (3.ª) sobre Zuleinny Rodriguez Trujillo (25.ª), por 6-0 e 6-0, e Diede De Groot (1.ª) contra María Angélica Bernal Villalobos (10.ª), pelos parciais de 6-0 e 7-5.

Sem margem para dúvidas o país que mais títulos mundiais tem conquistados (21 em 24 edições), os Países Baixos vão discutir esta final com o Japão. As nipónicas perseguem o primeiro troféu de campeãs, depois de dois anos consecutivos como finalistas, e chegaram ao encontro do título com um triunfo por 2-0 frente aos Estados Unidos da América: Momoko Ohtani (9.ª) venceu Emmy Kaiser (104.ª), por 6-1 e 6-2, e Yui Kamiji (2.ª) impôs-se a Shelby Baron (50.ª), com 6-0 e 6-0.

Na categoria quad, a final (Países Baixos vs. África do Sul) já tinha ficado definida na jornada anterior, mas esta sexta-feira o Brasil celebrou a conquista da medalha de bronze ao vencer os EUA por 2-0 (Leandro Gonçalves Pena superou Bryan Barten por 5-7, 6-1 e 6-0 e Geon da Silva Ymanitu triunfou por 6-4 e 7-6[6] contra David Wagner).

Na prova de juniores, a Grã-Bretanha venceu os Países Baixos, por 2-0, e vai discutir o título com a Austrália, que venceu a França pelo mesmo resultado.

Quanto à seleção portuguesa, regressa ao court este sábado, nunca antes das 14 horas, para disputar o play-off de apuramento das posições 13 a 16. A equipa da casa, comandada por Joaquim Nunes e composta por Fábio Reis, Carlos Leitão, João Couceiro e Jean Paul Melo, joga com o Brasil. Em caso de vitória, Portugal lutará pelo 13.º lugar ou com o Sri Lanka, ou com a Coreia do Sul. Se perder, discutirá o 15.º lugar com a equipa que perder nesse confronto.


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