Gastão Elias e o regresso a Wimbledon: “Foi um dia positivo, mas dá para melhorar bastante”

Gastão Elias (183.º) foi o responsável por anotar a segunda vitória portuguesa na fase de qualificação do torneio de Wimbledon e após um interregno de quatro anos regressou à relva britânica com uma vitória atribulada. Em declarações ao Raquetc, o número três português salientou a importância de voltar a competir no Major britânico, embora anote vários capítulos a melhorar.

Logo após superar o convidado Felix Gill (437.º) por 7-6 (10), 5-7 e 6-3 ao fim de quase três horas, Elias vincou o grau de exigência inerente ao regresso a esta superfície: “Não vou dizer que o regresso à relva foi espetacular, porque não consegui jogar o meu melhor ténis e há muito tempo que não jogava nesta superfície. Apesar de ainda ser pouco conhecido, o meu adversário não deixou de ser chato e estava habituado a estas condições. Tendo em contas todas essas variantes, foi um dia positivo, mas dá para melhorar bastante.”

Numa análise mais detalhada ao britânico de 20 anos que derrotou na estreia, o jogador luso destaca as principais qualidades que baralharam as contas: “Foi complicado, tinha um serviço difícil de responder. Eu não estava a jogar muito bem mas também senti que ele era um pouco inexperiente nestas andanças e cometeu alguns erros que lhe custaram momentos mais importantes do jogo. É perigoso mas está ainda a crescer, ainda é muito novo.”

Com duelo marcado com o australiano Max Purcell (156.º), Gastão Elias não esconde os obstáculos que espera enfrentar, perante um adversário com um estilo de jogo apropriado à relva: “Vai ser um jogo bem difícil, é um jogador perfeito para estas condições, com um grande serviço, grande jogo de rede e muito agressivo. Vai ser importante servir bem para não o deixar passar para a frente do resultado logo muito cedo.”

Um eventual confronto com Nuno Borges na derradeira ronda do quadro de qualificação começa a ganhar forma, mas Elias prefere centrar o foco na missão desta terça-feira: “Sinceramente ainda não estou preocupado com a última ronda, tanto eu como o Nuno temos jogos complicados amanhã. Quando saiu o quadro, só olhei para a minha primeira ronda. Vi que ele estava ali na mesma secção que eu, mas não dei muita importância a isso. apesar de estarmos perto de jogar um com um outro, ainda estamos algo longe, pois cada um tem de ultrapassar um obstáculo duro.”


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