Doumbia e Reboul terão sempre Portugal: “Gostamos muito de jogar aqui”

FPT

OEIRAS – Uma das duplas mais conceituadas do ATP Challenger Tour venceu finalmente em Portugal depois de várias tentativas. Sadio Doumbia e Fabien Reboul já somam 12 títulos enquanto dupla e o Oeiras Open 3 foi o quarto triunfo na presente temporada. Eclipsados por Francisco Cabral e Nuno Borges em 2021, os franceses fizeram um pit stop em Portugal, local que sublinham sempre no calendário, antes da estreia no prestigiado torneio de Wimbledon e saíram do Jamor com a bagagem mais carregada.

No encontro decisivo, Doumbia e Reboul precisaram de salvar um match point e quase deixaram fugir uma final que parecia resolvida face aos norte-americanos Robert Galloway e Alex Lawson. “Estamos muito felizes, é sempre bom ganhar um título. Foi uma semana difícil, ganhámos três match tie-breaks. Tivemos alguma sorte desta vez. Adoramos jogar em Portugal e talvez isso nos tenha ajudado nos momentos importantes”, considerou Fabien Reboul, na primeira declaração de amor para com o nosso país.

O parceiro reiterou e foi ainda mais longe, explicando porque jogaram em terra batida, ainda por cima no circuito secundário, em vésperas da estreia em Wimbledon. “Talvez não tenha sido a melhor preparação vir aqui jogar, mas gostamos tanto da cidade e das pessoas e o nosso calendário, muitas vezes, vai para onde gostamos de estar. Pode não ter sido o mais inteligente jogar em terra antes de Wimbledon, mas foi importante para nós vir cá. Gostamos muito de jogar aqui”, referiu Sadio Doumbia, pouco confiante nas possibilidades na estreia no primeiro Grand Slam com ranking próprio (já disputaram Roland-Garros, mas com convite).

Não deu para evitar a questão sobre Francisco Cabral e Nuno Borges. O par internacional português foi o melhor do ATP Challenger Tour em 2021 e arrecadou mais um troféu (6) do que os gauleses. “Eles são mesmo muito bons. A primeira vez que os vimos jogar falámos logo entre nós. Tenho a certeza que serão top10 e vão ganhar Grand Slams. Para mim são uma das melhores duplas do mundo”, salientou Doumbia, complementado imediatamente por Reboul, que fez alusão a um encontro nas meias-finais no final da temporada anterior entre as duas equipas. “Na Maia jogámos bem e perdemos 6-4 e 6-2. Até podemos ver pelos resultados. Na temporada passada podiam ter ganho 10 ou 12 Challengers porque começaram tarde a época. Foram muito melhores do que nós, ganharam muito e ficaram perto de ganhar todos os torneios, o que é difícil nos Challenger, que tem um nível é semelhante ao do ATP. Vão ter um grande futuro”, disse. “E são os dois muito porreiros, o que é um bom extra”, interrompeu Sadio Doumbia.


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