Nuno Borges faz balanço de Wimbledon: “Custa-me porque queria muito ganhar”

Nuno Borges (123.º) deu esta terça-feira por concluída a primeira experiência no quadro principal do torneio de Wimbledon, depois de ter rubricado o apuramento através do estatuto de lucky loser. O número dois nacional cedeu em três sets diante de Mackenzie McDonald (55.º) e exprimiu ao Raquetc o sentimento de não ter concretizado oportunidades que poderiam ter desviado o rumo do encontro.

Começou por confessar que viveu momentos de pressão antes de ver confirmada a entrada no quadro, para substituir Marin Cilic: “A segunda-feira não foi fácil, ao estar sempre à espera que alguém desistisse à última da hora. Foi um bocadinho mais stressante do que aquilo que gostaria. Acabou por correr bem e treinei na mesma, ao ter a felicidade de saber que ia jogar no dia seguinte. Estava muito entusiasmado, portanto se soubesse uns 15 minutos antes também estaria pronto para entrar em court e ir a jogo.”

Entrega o mérito integralmente a McDonald, mas ficaram-lhe atravessadas as oito chances desperdiçadas para quebrar o serviço do norte-americano: “Ele esteve sempre com um ritmo elevado entre pontos, foi bastante rápido e a servir muito bem. Tive imensas oportunidades mas não as consegui concretizar para meter a pressão do lado dele. Foi difícil meter-me mais no jogo.”

“Não consegui ganhar esses pontos nos momentos decisivos e não joguei bem aí. Preparei-me da melhor maneira que pude, mas se calhar teria sido mais fácil em terra batida. Um desses oito break points poderia ter virado o jogo, porque um ponto pode mudar tudo. Não consegui e o mérito está do lado dele”, lamentou o maiato de 25 anos no adeus aos singulares.

Identificou as discrepâncias entre Roehampton, que serviu de casa ao qualifying, e o All England Club: “O ambiente é muito diferente, não tínhamos aquela quantidade de pessoas a ver. A relva é diferente e tinha vista para o Centre Court, é o prestígio de Wimbledon. Lá parecia um descampado e um torneio temporário, aqui nota-se que existe uma história.”

De cabeça bem erguida e já com oito encontros somados nas duas primeiras participações em torneios do Grand Slam – Roland Garros e Wimbledon -, Nuno Borges orgulha-se da sua prestação: “Custa-me porque queria muito ganhar e dei tudo, mas tenho de olhar para tudo o que fiz. Foi espetacular. É um balanço muito positivo, são palcos novos para mim. Só tenho de estar contente e vou dar tudo agora nos pares. Não é todos os dias que se está aqui e é por isso que é especial.”

Eliminado do quadro de singulares, Nuno Borges centra o foco na experiência em pares ao lado de Francisco Cabral, com quem vai a jogo já esta quinta-feira: “Estava a jogar segunda-feira na semana anterior e estava confiante de que íamos acabar por entrar. Estamos muito contentes por estar aqui e esperamos que para a próxima consigamos consolidar o nosso lugar mais cedo para que a preparação possa ser direitinha. Agora é desfrutar o momento e aproveitar ao máximo, porque é aqui que queremos estar.”


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