Serena Williams perde encontro épico no regresso em Wimbledon um ano depois do último encontro

Serena Williams tornou-se tenista profissional há 27 anos e essa longevidade esteve em evidência esta segunda-feira, com a norte-americana a sentir nas pernas o peso da idade. O poder de fogo continua lá, mas a movimentação já não é o que era e foi por aí que Harmony Tan explorou terreno para conquistar a maior vitória da carreira no encontro que assinalou o regresso da ex-número um mundial à competição em singulares pela primeira vez em exatamente um ano.

Por Gaspar Ribeiro Lança, em Wimbledon

Depois de um ensaio em pares na relva de Eastbourne, ao lado de Ons Jabeur, Serena Williams deu o primeiro passo para o regresso no mesmo Centre Court do qual um ano antes se despediu de forma precoce, com uma escorregadela a fazê-la sair em lágrimas do encontro da primeira ronda.

Desta vez os problemas físicos não lhe estragaram os planos e por isso conseguiu lutar durantr 3h11, mas o desfecho foi o mesmo: uma despedida na primeira ronda, com Harmony Tan a vencer por dramáticos 7-5, 1-6 e 7-6(7) depois de um encontro “de loucos” que a francesa de 24 anos conseguiu vencer a fazer o seu próprio jogo, apoiado nos slices e nos amorties que a ajudaram a conquistar o Loulé Open em outubro de 2021, depois de também ter alcançado a final do Portugal Ladies Open (nas Caldas da Rainha) no mês anterior.

Inesperado até há duas semanas, o regresso de Serena Williams ganhou forma com uma surpreendente publicação nas redes sociais e desde aí tomou conta do mediatismo. Afinal, um dos maiores nomes de sempre preparava-se para regressar à competição pela primeira vez em exatamente um ano e com um objetivo claro — a conquista do tão desejado 24.º título em torneios do Grand Slam, que já esteve a um encontro de erguer.

Foi sem segredos que a norte-americana de 40 anos se propôs a esse mesmo objetivo nesta quinzena, com uma resposta indireta, mas clara sobre a razão pela qual voltava a Londres depois de um ano sem competir. E foi sem receios que se apresentou limitada no Centre Court, o palco mais histórico do mundo que a expôs como está — mais lenta, mais impaciente, mais velha — e como continua a ser — competidora.

Apesar das claras limitações, sobretudo sempre que a conjugação de pancadas lhe exigia movimentações laterais (para a frente, como resposta aos muitos amorties, surpreendeu pela positiva), Serena Williams esteve perto de um regresso feliz. Após um começo apertado, recuperou e chegou a servir para o encontro, mas acabou por acusar a pressão de quem já não está habituada a competir e do outro lado encontrou uma adversária sem medos, que nem confrontada com o momento mais importante da carreira tremeu.

Se Serena Williams voltará a estar em condições de conquistar o 24.º título de singulares em torneios do Grand Slam só o tempo o dirá, mas o encontro desta terça-feira e o regresso a Wimbledon um ano depois provam que a norte-americana continua empenhada nesse objetivo. Aos 40 anos e já consagrada como uma das melhores tenistas de sempre. Porque vencer é a sua adição e quer mais um argumento para ser considerada a melhor da história.


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