Rybakina apura-se para a final e dá uma enorme dor de cabeça a Wimbledon

Com russos e bielorrussos banidos da edição de 2022, a probabilidade de Wimbledon — e sobretudo o governo britânico — evitar um momento de glória com ADN de um dos dois países era grande, mas não total: Elena Rybakina nasceu em Moscovo, representou a Rússia até 2018 e esta quinta-feira, sob a bandeira do Cazaquistão, juntou-se a Ons Jabeur na final de singulares.

A tenista de 23 anos revelou nervos de aço a hora de disputar o encontro mais importante da carreira e passou de forma autoritária (6-3 e 6-3) pela romena Simona Halep, campeã na última ocasião em que passara pelo All England Club, em 2019, para garantir a presença na final mais importante da carreira.

Rybakina joga pelo Cazaquistão, país que adotou em 2018 como resposta a uma proposta muito apelativa que lhe ofereceu todas as condições para conseguir prolongar a carreira de tenista profissional. Mas nasceu na Rússia, fala russo e, não fosse o aliciante apoio financeiro, continuaria a ser russa.

No fundo, este é o pior pesadelo possível para o torneio de Wimbledon após tomar uma decisão que, em grande parte, foi pressionada pelo Governo britânico.

E, em Wimbledon, um pesadelo como este significa, também, um pesadelo para a família real britânica — afinal, o troféu de campeã será entregue por Kate Middleton, Duquesa de Cambridge e “royal patron” do All England Lawn Tennis Club, e de acordo com o The Times terá sido esse o motivo principal pelo qual o torneio foi pressionado a banir russos e bielorrussos.

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