Jabeur não perdoa autodestruição de Garcia e apura-se para a final do US Open

Quanto maior ocasião, maior o peso de um erro e a história da primeira meia-final feminina do US Open ficará inevitavelmente associada ao bloqueio de Caroline Garcia, que foi apenas uma sombra da jogadora que assustou o circuito feminino nas últimas semanas e de forma desarmada viu Ons Jabeur carimbar o acesso à final de um torneio do Grand Slam pela segunda vez consecutiva.

Apesar de muito aguardado, o primeiro frente a frente entre Jabeur e Garcia no circuito profissional (depois de seis nos juniores) foi curto e, acima de tudo, desequilibrado: 6-1 e 6-3 foram os parciais da vitória da tunisina, que se tornou na primeira mulher africana e na primeira mulher árabe a alcançar a final feminina do US Open.

O “apagão” de Caroline Garcia foi tal que o encontro ficou resolvido em 65 minutos. Demasiado tensa, demasiado nervosa e demasiado apática, a francesa de 28 anos acusou a pressão de estar a disputar pela primeira vez as meias-finais de singulares de um torneio do Grand Slam. Cometeu 23 erros não forçados, nunca conseguiu afinar as suas pancadas — esquerda para esquecer — e assim abriu caminho a que a adversária avançasse tranquilamente.

Por outro lado, Ons Jabeur apresentou-se mais solta do que nunca e, com muita fluidez em todas as pancadas, fez o que quis de uma adversária super fragilizada. Sem puzzles para resolver, a tunisina também de 28 anos nem precisou de se aproximar do seu melhor nível, mas esteve praticamente irrepreensível em tudo o que fez: dos 23 primeiros serviços colocados, oito resultaram em ases, converteu os quatro pontos de break que criou (!) e nunca teve de preocupar-se em negar à oponente uma quebra de serviço. Esteve, acima de tudo, sempre muito tranquila.

O título em Wimbledon acabou por escapar-lhe quando até era favorita, mas Ons Jabeur vai ter mais uma oportunidade: está na final do US Open e chega à decisão com um statement. Resta saber se a sua derradeira adversária será a número um mundial, Iga Swiatek, ou a surpreedente Aryna Sabalenka, que está a transformar um ano banal numa campanha com potencial para ser dourada.


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